FUTURO ALPINE A110 ELÉTRICO VAI PARTILHAR BASE COM MODELO MUITO DIFERENTE
2026-02-19 22:06:08

Philippe Krief, o atual CEO da Alpine, revelou mais detalhes sobre o que podemos esperar do futuro A110 totalmente elétrico. O novo Alpine A110, que será 100% elétrico, está cada vez mais próximo. E recentemente, durante a última edição do Salão Rétromobile de Paris, o diretor-executivo da marca, Philippe Krief, revelou um novo e curioso detalhe sobre a nova geração do desportivo francês. Já sabíamos que o futuro A110 elétrico iria assentar sobre uma nova plataforma em alumínio, a Alpine Performance Platform (APP), desenvolvida em específico para a nova geração de desportivos elétricos da marca francesa. Mas, curiosamente, o novo A110 não foi o primeiro modelo a ser conhecido assente sobre a APP, mas sim o Renault 5 Turbo 3E, revelado o ano passado. Foi o próprio Philippe Krief que o confirmou, em declarações à Autocar durante o salão. O que diz muito sobre a flexibilidade da APP que, apesar da sua especificidade, permite silhuetas bastante distintas. © Renault Por debaixo das linhas deste Renault 5 muito especial, esconde-se a mesma plataforma a usar pelo futuro A110 elétrico, um coupé bem mais baixo, mostrando a flexibilidade da APP. O Renault 5 Turbo 3E reforça a APP com elementos em fibra de carbono e surge equipado com dois motores elétricos, ambos no eixo traseiro (um por roda). Cada um desenvolve uma potência equivalente a 204 kW (277 cv), o que resulta numa potência combinada de 408 kW (555 cv). Estes são alimentados por uma bateria com 70 kWh de capacidade posicionada atrás dos ocupantes, permitindo uma posição de condução baixa, como se quer num desportivo. De acordo com Krief, o novo Alpine 100% elétrico será “ligeiramente” mais comprido do que o A110 atual. A silhueta será muito similar, ainda que, agora, com elementos reinterpretados para serem menos retro e mais modernos, como os grupos óticos. A altura da carroçaria não deverá variar muito face à do modelo atual, mas a posição de condução poderá ser ainda mais desportiva, segundo o CEO da marca. Esta poderá colocar os pés numas posição mais elevada e as costas mais reclinadas, à semelhança dos monolugares de Fórmula 1. Uma das maiores incógnitas sobre o futuro A110 elétrico refere-se ao seu peso. O atual é um peso-pluma, com pouco mais de 1100 kg, mas o elétrico precisa de uma bateria, que vai tornar impossível atingir um valor tão baixo. Krief assegura, no entanto, um peso relativo contido, à volta dos 1500 kg, equivalente ao dos potenciais rivais com motor de combustão. E esses rivais poderão incluir o Porsche 911. Isto porque o novo Alpine A110 elétrico será maior, mais pesado e também muito mais potente. O que deixa adivinhar também um preço superior ao A110 atual, que era uma alternativa mais compacta e leve que, por exemplo, o Porsche 718 Cayman. Os rumores apontam para uma potência muito acima dos 345 cv do atual A110 R Ultime. Numa primeira fase, tal como o 5 Turbo 3E, terá dois motores elétricos montados no eixo traseiro, mas a APP também tem possibilidade de colocar motores no eixo dianteiro - abre a possibilidade de haver um A110 com tração às quatro rodas. © Alpine A gama atual da Alpine mantêm-se apoiada nos três pilares referidos por Philippe Krief: o ícone A110, os modelos “everyday extraordinary” como os A290 e A390 e também um terceiro, dedicado a modelos mais extremos, influenciados pelo concept Alpine Alpenglow. Philippe Krief aponta para uma autonomia que deverá ficar próxima dos 500 km em estrada e até três voltas rápidas no Nürburgring-Nordschleife. O interior do A110 elétrico promete ser também disruptivo, uma vez que este será o primeiro habitáculo totalmente dedicado da Alpine, sem recurso direto a componentes da Renault. A aposta passa por controlos físicos e minimalismo digital, numa experiência de condução que se pretende que seja o mais analógica possível. Outra das novidades reveladas por Krief é que a nova geração do A110 não ficará limitada a um único modelo. A Alpine está a planear mais variantes como um roadster e a plataforma APP é flexível o suficiente para permitir mais modelos, como um 2+2, com distância entre-eixos alongada. A nova geração deste modelo será lançada inicialmente na Europa, depois na Ásia e, caso as condições se tornem mais favoráveis, nos EUA - mercado que representa metade das 360 mil unidades anuais do segmento global de desportivos, segundo dados avançados pelo diretor-executivo. Descubra o seu próximo automóvel: André Mendes