VENDA DE ELÉTRICOS EM 2026: EUROPA ACELERA ENQUANTO A CHINA E OS EUA PERDEM FÔLEGO
2026-02-13 22:08:57

Um cenário de contrastes globais marca o início do ano para a mobilidade elétrica. As vendas estão a perder o ímpeto que seria esperado, mas com exceções importantes a surgirem. O ano de 2026 arrancou com sinais mistos para a indústria dos carros elétricos, mostrando um cenário de incerteza para o resto do ano . Venda de elétricos está a abrandar em 2026 Segundo os dados mais recentes da Benchmark Mineral Intelligence, as vendas globais de carros elétricos registaram uma queda de 3% em termos homólogos durante janeiro, totalizando 1,2 milhões de unidades. Este valor representa um recuo significativo de 44% face ao encerramento de 2025, um fenómeno na maioria explicado pela alteração drástica de políticas fiscais e incentivos na China e na América do Norte. A China, que tem sido o motor indiscutível deste setor, enfrenta agora um período de arrefecimento. Pela primeira vez desde 2014, os carros elétricos no gigante asiático passaram a estar sujeitos a um imposto de compra. Isso, aliado a um programa de retoma de veículos menos generoso, fez com que as vendas caíssem 20% em comparação com o ano anterior. Este novo paradigma sugere que o mercado chinês está a transitar de um crescimento artificialmente impulsionado pelo Estado para uma dinâmica mais dependente da procura real dos consumidores. Em sentido inverso, a Europa surge como um caso de destaque no mapa global. Com mais de 320 mil unidades vendidas em janeiro, o Velho Continente registou um crescimento homólogo de 24%. Europa é a exceção e China e EUA perdem força Este desempenho é sustentado pela pressão contínua sobre os fabricantes para cumprirem as metas de emissões da União Europeia e pela reintrodução de subsídios em mercados-chave. Se 2025 foi o ano do crescimento explosivo, 2026 parece ser um teste de esforço para a resiliência do mercado, referem analistas sobre os dados atuais. O cenário é mais cinzento nos Estados Unidos, onde as vendas atingiram o nível mensal mais baixo desde o início de 2022. Com o fim dos créditos fiscais federais e uma postura menos punitiva para os combustíveis fósseis, a região viu as vendas caírem 33% em relação a janeiro do ano passado. Este abrandamento coloca os EUA numa posição de crescente desvantagem face à Europa e até ao resto do mundo, onde mercados emergentes continuam a mostrar uma vitalidade surpreendente. O setor entra agora numa fase de maturação onde a inovação e o preço serão os únicos argumentos capazes de ditar o sucesso dos fabricantes. [Additional Text]: elétricos Europa China EUA venda Pedro Simões