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UMA REDE A EVOLUIR, MAS AINDA COM FALHAS

Negócios

2026-02-12 22:06:08

e preciso adotar novas medidas para a infraestrutura de carregamento chegar a todos. Arede de carregamento tem evoluído bastante nos últimos anos em Portugal, mas ainda não é homogénea. Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, fala em "avanços na infraestrutura nos últimos anos", embora continue a haver "assimetrias” no país, "penalizando a coesão territorial e desincentivando a adoção de veículos elétricos fora dos grandes centros urbanos”. Por isso, a ACAP defende que os concessionários de automóveis, que estão instalados em todas as zonas do país, devem ser abrangidos pelos apoios à instalação de pontos de carregamento. Por outro lado, "continuam a verificar-se constrangimentos relacionados com a fiabilidade e a manutenção dos equipamentos, fatores decisivos na perceção de confiança e conveniência da mobilidade elétrica". Assim acredita Helder Pedro Portugal precisa de uma estratégia nacional ambiciosa e articulada para a infraestrutura de carregamento, que envolva O Estado, os municípios e os operadores privados. Por sua vez, Pedro Faria, presidente do conselho diretivo da UVE, fala de uma "transformação profunda” da infraestrutura de carregamento, que se fica a dever às alterações introduzidas pelo novo regime jurídico da mobilidade elétrica, em vigor desde agosto de 2025. “Com vários regulamentos ainda por publicar e com o diploma em apreciação parlamentar, é natural que exista alguma instabilidade e incerteza entre operadores, municípios e utilizadores”, recorda. Para a UVE, este periodo marcará o futuro da mobilidade elétrica em Portugal. “A rede nacional tem evoluído muito nos últimos anos, mas precisa de um enquadramento estável que permita aos operadores investir com confiança e aos utilizadores usufruir de um serviço fiavel. Não consideramos que uma rutura total com o regime anterior seja a solução; defendemos antes um periodo transitório alargado, em que empresas e utilizadores possam ajustar se gradualmente, preservando a liberdade de escolha dos utilizadores", opina. Já José Domingos, ârea Sales Manager da ABB, refere que a infraestrutura de carregamento em Portugal "apesar de insuficiente para o número de carros elétricos que temos em Portugal e das mais desenvolvidas da Europa". Os desafios das frotas Quanto a Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging, aponta os "progressos significativos", na rede pública de carregamento para veículos ligeiros, no país, mas alerta para "o desfasamento crítico entre a infraestrutura disponivel e o crescente número de veículos elétricos, que ja existem a circular e face ao crescimento que vai continuar a ter”. Segundo o responsável da i-charging, para Portugal atingir as suas metas de neutralidade carbónica até 2050, éfundamental acelerar o desenvolvimento de infraestrutura B2B e B2C”. “As frotas empresariais representam uma fatia significativa das emissões nacionais de transportes, e enfrentam desafios diferentes do carregamento individual: requerem infraestrutura de alta potência com uptime garantido, gestão inteligente para disponibilidade operacional 24/7, integração com sistemas de gestão de frota e soluções que minimizem o impacto na rede elétrica", informa.