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ESTA É A RECEITA DA TOYOTA PARA CONTINUAR A CRESCER

Razão Automóvel Online

2026-02-12 22:04:29

A Toyota é n.º 1 global, mas quer crescer mais e tem uma receita simples: atacar em todas as frentes, da pura combustão aos 100% elétricos A Toyota já era o maior construtor de automóveis do mundo, mas em 2025 voltou a crescer, tendo batido novo recorde de vendas: 11,32 milhões de veículos vendidos globalmente (incluindo as marcas Lexus, Daihatsu e Hino). Isto apesar de todos os desafios que marcaram o ano passado, como as tarifas nos EUA ou um mercado europeu estagnado. E não parece estar satisfeita. Quer crescer mais. Em 2026 faz nova ofensiva de produto, desta vez com o tipo de veículos que tem sido frequentemente criticada por não ter em número suficiente: elétricos. Só que não esquece os modelos que sustentam a sua liderança. A estratégia não é de rutura. É de expansão. Em equipa que ganha mexe pouco Um dos pilares para a Toyota ser o maior construtor do mundo é o RAV4. Tudo indica que voltou a ser o carro mais vendido do mundo em 2025 - cerca de 1,12 milhões de unidades -, depois de já o ter sido em 2021, 2022 e 2024. Agora há uma nova geração - mais detalhes no vídeo acima -, com a versão europeia a ter sido revelada no Salão de Bruxelas, em janeiro. Há novidades ao nível da segurança e software, mas a essência do SUV mantém-se, continuando a apoiar-se nas motorizações híbridas. No caso do híbrido plug-in, a autonomia sobe até aos 100 km, consequência da introdução de uma bateria maior, de 22,68 kWh. Outro dos pilares da Toyota passa obrigatoriamente pela Hilux. Tal como o RAV4 é um sucesso global: a pick-up japonesa foi o nono veículo mais vendido do mundo em 2025, com mais de 966 mil unidades vendidas. A nona geração também se estreou na Europa no Salão de Bruxelas, mas só deverá chegar ao mercado no final do verão ou início do outono. Em termos tecnológicos, é o maior salto na história da Hilux. E pela primeira vez há uma Toyota Hilux 100% elétrica, mas não receie: o motor Diesel continua a ser parte fundamental da pick-up. Fique a saber tudo sobre a nova Hilux: Ofensiva elétrica acelera A Toyota não foi a correr atrás dos elétricos como muitos outros construtores fizeram. Não é teimosia, é uma leitura pragmática do mercado. O resultado está à vista: as vendas dos seus híbridos nunca foram tão altas, enquanto outros construtores tiveram de recuar nas ambições elétricas e assumir perdas de milhares de milhões. Mas a Toyota não é contra os elétricos. Nunca foi. Como os seus responsáveis já afirmaram várias vezes, é mais uma peça do puzzle da descarbonização e não a única peça. Talvez por isso tenha esperado estes anos todos antes de acelerar a ofensiva e 2026 parece ser esse momento. © Toyota O novo Toyota bZ4X Touring parece mais uma carrinha de calças arregaçadas que um SUV e chega este ano. Começou com a renovação do bZ4X, o seu primeiro elétrico, que já testámos. Está agora disponível com duas baterias - 57,7 kWh e 73,1 kWh -, e autonomias até 569 km, com preços a partir dos 44 997 euros. Mais tarde veremos chegar o bZ4X Touring, já revelado - saiba mais detalhes -, que é 140 mm mais comprido atrás, o que se reflete na bagageira, que cresceu até aos 600 litros. O passo seguinte será a introdução do C-HR+, possivelmente ainda neste primeiro trimestre. O nome é familiar, mas nada tem a ver com o C-HR híbrido em comercialização. Tecnicamente partilha a plataforma e muitos componentes com o bZ4X. Anuncia até 609 km de autonomia, graças a uma bateria de 77 kWh. Também já o conduzimos - fique com as nossas primeiras impressões: A fechar a ofensiva elétrica este ano, teremos o Toyota Urban Cruiser. É o elétrico mais compacto e acessível da marca, mas com uma particularidade: é, na realidade, um Suzuki. Os dois construtores colaboram a vários níveis e a Suzuki tem na sua gama versões dos RAV4 e Corolla - Across e Swace, respetivamente. No caso do Urban Cruiser os papéis invertem-se e é, na prática, um Suzuki Vitara elétrico com outro emblema. Apresenta-se com duas baterias, promete autonomias até cerca de 400 km e deverá chegar depois do verão - saiba mais detalhes sobre o Utban Cruiser. Uma incógnita chamada GR Corolla O melhor fica para o fim? Os petrolheads deverão acenar afirmativamente. É que há a possibilidade de vermos chegar - finalmente - à Europa o Toyota GR Corolla. O hot hatch japonês vai começar a ser produzido no Reino Unido, reflexo de uma procura que continua elevada, dando esperança renovada de o vermos chegar ao velho continente . © Toyota E por falar na Gazoo Racing, que retirou “Toyota” da sua designação, em mais um passo para se tornar numa marca independente no universo Toyota, ainda vamos ter de esperar por 2027 para que a sua nova estrela, o GR GT, chegue ao mercado. A receita da Toyota para continuar a crescer parece clara: expandir onde estava mais frágil - os elétricos - sem mexer (muito) na base que a colocou no topo. É uma estratégia menos ruidosa do que a de alguns rivais, mas até agora tem sido eficaz. Fernando Gomes