OPINIÃO - SABER GERIR
2026-02-12 22:03:13

sabel Furtado, CEO da TMG Automotive, reconhecida gestora que também tem funções não executivas em entidades de referência como o CEIIA e a Casa da Música, esteve na Livraria Lello para mais uma Conversa SK para falar sobre os desafios que se colocam hoje nestes tempos complexos ao mundo da gestão das organizações. A propósito do seu percurso de gestão empresarial e da oportunidade do tema desta sessão junto aqui algumas breves considerações sobre esse grande desafio que cada vez mais temos pela frente , o de saber gerir com um sentido de propósito que seja percecionado por todos os que fazem parte das organizações. Numa economia global complexa e com níveis acrescidos de concorrência internacional, a gestão acaba por ganhar uma nova dimensão estratégica. O modelo tradicional de criação de valor mudou por completo e nesta fase crítica da economia global a aposta tem de ser clara e centrar-se numa agenda de foco e de construção de redes inteligentes. Ganhar o desafio de uma economia mais inovadora e competitiva passa em grande medida pelo papel que os gestores, enquanto orquestradores de uma agenda de criação e sustentação de valor, têm de saber ter neste processo. O gestor, mais do que nunca, tem de ser um agregador de competências e um indutor de um sentido de modernidade estratégica para as empresas e a economia em geral. o primeiro grande vetor desta afirmação do gestor passa pela ativação positiva de uma cultura de inteligência competitiva. Dinamizar uma agenda de colaboração em rede, consolidar mecanismos de valorização da ética e da responsabilidade na organização, estabelecer um referencial de mobilização das equipas e dos parceiros para um propósito com sentido. o gestor tem de saber estar presente e fazer parte do processo e de induzir no dia a dia da organização um sentido de ambição e de confiança no futuro, alicerçado nos desafios do presente e na valorização da identidade do passado. Tudo tem de começar por aqui. Trata-se claramente do vértice mais decisivo do capital estratégico que importa construir neste novo tempo. O exercício de maior seletividade nas apostas empresariais e na qualidade do financiamento e de maior atenção operativa a uma monitorização dos resultados conseguidos terá de ser acompanhado desta ação global de qualificação sustentada que se pretende para a gestão empresarial. Não se realizando por decreto, não restam dúvidas que ECONOMISTA E GESTOR , EspecialIsta EM INOVAçàO e competitiVIDADE esta ação de competence building das nossas estruturas empresariais será um exercício inteligente que passa por um compromisso entre o respeito pela tradição corporativa e o papel que a inovação terá de ter neste processo. O gestor terá de ser neste contexto um ator de inteligência competitiva partilhada em rede. Cabe às empresas o papel central na criação de riqueza e promoção duma cultura sustentada de geração de valor, numa lógica de articulação permanente com universidades, centros I&D e outros actores relevantes. São por isso as empresas essenciais na tarefa de endogeneização de ativos de capital empreendedor com efeito social estruturante e a leitura da sua prática operativa deverá constituir um exercício de profunda exigência em termos de análise. O gestor tem de ser um indutor de modernidade estratégica nas organizações, dotando-as de um sentido de aposta estrutural na procura do valor e da excelência como fatores centrais de uma nova competitividade para a nossa economia e sociedade. O gestor tem de ser um driver de mudança positiva para o futuro, com um verdadeiro sentido de propósito. O gestor, mais do que nunca, tem de ser um agregador de competências e um indutor de um sentido de modernidade estratégica para as empresas e para a economia em geral Nota O Publituris manteve a grafia original do artigo FRANCISCO JAIME QUESADO