18 MODELOS PARA AGITAR 2026
2026-01-28 22:08:10

0 novo ano automóvel promete, com lançamentos em todos os segmentos de mercado, a maioria dos quais com propulsão total ou parcialmente elétrica. Deixamos-lhe uma lista daqueles que consideramos ser mais interessantes, seja pela sua relevância comercial ou tecnológica BENTLEY SUPERSPORTS as APENAS 500 UNIDADES Agora que a União Europeia abriu uma janela de sobrevivência para motores a gasolina para lá de 2025, SáO várias as marcas que reajustaram os seus planos de produto, entre as quais a Bentley. 0 Supersports sera o mais leve e mais desportivo Continental GT alguma vez produzido e também 0 primeiro a enviar toda a sua potência para as rodas traseiras. ê uma espécie de resposta a0 Aston Martin Vanquish e promete muito por combinar o seu peso quase 500 quilos inferior a qualquer Continental GT atualmente existente (por dispensar o sistema híbrido plug-in com a sempre pesada bateria e também a tração às quatro rodas) com 0 rendimento de 666 cv/800 Nm do motor v8 4.0 litros biturbo. Que foi reforçado com turbos maiores, novas cabeças de cilindro e uma cambota mais forte. Se o compararmos com 0 último Continental GT com genes de competição O GT3-R de 580 CV e com um peso de 2,2 toneladas percebemos que há potencial para uma evolução quântica em termos de performances e comportamento. 3,7 segundos e uma velocidade de ponta a rondar os 310 km/h são os números que ativam as glândulas salivares de qualquer apaixonado por automóveis desportivos. Apenas 500 unidades do Bentley Supersports serão produzidas, estando as encomendas previstas para abrir em março. A produção tera início antes do final de 2026. Este será um ano de grandes novidades na BMW (que anunciou nada menos de 40 veículos novos ou alterados até ao final de 2027), com a chegada efetiva ao mercado dos primeiros elementos da família Neue Klasse onde tudo é novo: plataforma, baterias, motores, interiores, design exterior. Tal como deu para perceber com o concept-car Vision Neue Klasse concept mostrado em setembro de 2023, a grelha frontal será significativamente mais baixa e mais larga do que no iminente iX3 e do que nos modelos atualmente na estrada. Ao contrário do que acontece com as atuais gamas 5 e 7, no futuro 3 have-rá uma plataforma específica para as versões elétricas e outra para as que vão ter motores de combustão, o que implica custos de desenvolvimento mais elevados, mas também liberta os modelos dos compromissos a que estão obrigados em termos de espaço interior, por exemplo. O amplo e arejado interior será dominado pelo "Panoramic iDrive" e a nova geração de software. Dispensa o painel de instrumentos convencional e projeta informações vitais na base do para-brisas, enquanto o ecrã tátil central está posicionado de forma a facilitar o acesso e a visualização por parte do condutor, permitindo-Ihe concentrar-se na estrada. O i3 utilizará a plataforma totalmente nova e escalável estreada meses antes pelo novo iX3, com arquitetura elétrica de 800 v, que permite velocidades de carregamento ultrarrápidas, como o vemos no caso do SUV que, nas condições ideais, pode receber energia para 400 quilómetros de autonomia com uma carga de apenas 10 minutos. Parte do mérito deve-se à mais recente tecnologia de propulsão eDrive de sexta geração da BMW, que utiliza células de bateria cilíndricas que oferecem até 20% mais de densidade de energia, 30% mais de autonomia e carregamento 30% mais rápido do que as baterias atuais. PANDA GIGA FIAT FAMiLIA EXPANDE-SE Modelos como 0 Mini, o Fiat 500 ou o Renault 5 elétrico comprovam que há valor no design rétro e a Citroen prepara-se para aproveitar esse filão. E certo que o mítico "2 Cavalos” (originalmente apresentado em 1948) vai ter uma nova incarnação já este ano, naquilo que promete ser um dos lançamentos mais entusiasmantes do ano de 2026. Quando a marca francesa se lançou sobre este ambicioso projeto, a ideia seria usar uma versão mais curta da plataforma do novo c3 para esse modelo citadino com dimensões ligeiramente abaixo dos quatro metros, mas a iminente criação de uma categoria de automóvel abaixo do segmento A = 0 chamado eCar na Europa terá alterado a fórmula que está em preparação. Fontes internas, que preferem manter o anonimato, admitem que o futuro 2 CV = que se poderá vir a chamar 2 EV tratando-se de um carro totalmente elétrico, outra questão ainda por apurar = teria potencial para ser o futuro mini urbano da marca francesa, menos básico do que 0 atual Ami, mas igualmente elétrico, com autonomia limitada (a rondar os 200 quilómetros) e soluções técnica simples, para permitir um preço ZVottara finalmente, o ano em que a Fiat a dispor de um modelo no segmento c. Não há certezas sobre 0 seu nome final = Giga Panda? Grizzly? mas terá formato SUV (com cerca de 4,4 metros de comprimento) e usará a plataforma Smart Car, que hoje se encontra ao serviço de modelos como O Grande Panda ou a famiília Citroen C3. Será um verdadeiro SUV e não um crossover, com proporções próximas do novo Jeep Compass. A gama de motores incluirá a unidade a gasolina PureTech de três cilindros e entre os 10 000 e os 15 000 euros. Um segmento de mercado que desapareceu com a necessidade de purificar as motorizações de modo a poderem cumprir as cada vez mais exigentes normas de descontaminação ambiental. A confirmar-se este conceito de veiculo, O 2 EV sera = ao contrário de Mini, Fiat 500 ou Renault 5 um carro mais pequeno do que o seu histórico antecessor. 1,2 litros, turbo, com uma potência a rondar os 150 cv, e um motor elétrico integrado na transmissão automática de seis velocidades. Além deste híbrido, também havera versões totalmente elétricas. E também 4x4, graças à montagem de um motor elétrico para assegurar a propulsão nas rodas posteriores. Os preços ainda não são, naturalmente, conhecidos, mas a gama deverá estar situada entre os 25 000 euros (versões a gasolina, porventura com caixa manual) e os 35 000 euros (elétrico 4x4) CITROEN 2EV DEVE RENASCER COMO SUPER MINI NaGrupo Volkswagen, o projeto dos modelos elétricos compactos está a ser liderado pelo braço espanhol (Cupra/ Seat) do consórcio alemão e dai sairão modelos para a Cupra, a Volkswagen e a Skoda. Ño primeiro caso, falamos do Raval e, tal como os restantes, irá assentar sobre a plataforma elétrica MEB Small e ter um comprimento ligeiramente acima dos quatro metros. Haverá duas versões, uma com 211 Com o EV2, a Kia pretende destilar a essência [competente) dos seus modelos EV6, EV9 e EV3 [nomeados por ordem de chegada ao mercado) passando a estar representada no segmento B de automóveis elétricos, com um preço de entrada inferior a 30 000 euros.com 4,06 metros de comprimento, este cavalos e outra (a mais desportiva, vz Extreme) com 226. Ambas possuem um motor elétrico que aciona as rodas dianteiras, a0 contrário do CUPRA Born, onde a tração é traseira. A autonomia oficial da versão de 211 cavalos será de 450 quilómetros, menos 50 no caso da versão vz. Como marca desportiva, percebe-se que Os engenheiros da Cupra tenham afinado 0 chassis para favorecer a agilidade em curva. A suspensão foi rebaixada em 15 mm em comparação com o ID. Polo e O Skoda Epia. Os outros modelos do Grupo Volkswagen que vão sair deste mesmo projeto. A direção terá sido alvo do mesmo "tratamento" haverá um modo de controlo de estabilidade chamado Sport (que intervém mais tarde do que no modo normal), amortecedores adaptativos DCC e travões de disconas quatro rodas. O Raval VZ Extreme terá uma suspensão mais rígida, vias 10 mm mais largas, a possibilidade de desativar o controlo de estabilidade, um diferencial autoblocante (com embraiagem multidisco) e pneus 235/40 R19. crossover compacto posiciona-se, então, abaixo do EV3 (que é 24 cm mais comprido), mas foi concebido para ser mais do que apenas um carro elétrico citadino. Para os bancos traseiros, existem duas configurações possíveis: um banco fixo com três lugares ou dois bancos individuais com regulação longitudinal e encostos reclináveis. No primeiro caso, a capacidade da bagageira é de 362 litros; no segundo, com os bancos totalmente avançados [B cm) é de 403 litros. Além disso, existe um pequeno compartimento de armazenamento sob o capô com 15 litros de capacidade, onde podem ser guardados os cabos de carregamento da bateria. A versão de entrada terá uma potência de 108 kW/147 CV, existindo depois um EV2 GT mais potente. Duas serão também as opções de bateria, com 42,2 e 61,0 kWh, que permitirão autonomias anunciadas de 317 e 448 quilómetros, respetivamente [ainda sujeitos a homologação). 0 carregamento AC podera ser feito entre 11 e 22 kW e o DC entre 101 e 128 kW [meia hora de 10 a 80%). em qualquer dos casos. LEAPMOTOR B03X PREÇO DE ATAQUE ALeapmotor, marca chinesa de veiculos elétricos em que o Grupo Stellantis tem uma posição minoritária (20%) mas maioritária (51%] na divisão internacional da empresa, vai estrear na Europa o B03X, o seu primeiro modelo desenvolvido sobre a nova plataforma global, Leap.com 4,2 metros de comprimento, 1,8m de largura e 1,6 de altura [além de uma distância entre eixos superior a 2.600 mm, é mais um SUV compacto com valências úteis para a cidade mas que também não se furta a viagens mais longas. Os seus principais concorrentes serão O BYD Atto 2, O Kia EV3 ou O Opel Mokka Electric, entre outros Ainda não foi anunciada oficialmente a capacidade da bateria [com química de LFP]. mas tendo em conta que este modelo na China anuncia uma autonomia CLTC [norma local) de 500 quilómetros, que equivalem a cerca de 400 no ciclo de homologação WLTP usada na Europa, é de prever que ela se situe entre os 50 e os 60 kWh. O seu preço deverá rondar os 30 000 euros, sendo esse um dos seus principais argumentos de venda dado que a maioria dos rivais se situam na faixa dos 35 000 euros ou acima disso. CONCENTRADO TECNOLoGICO Outra novidade muito relevante na Mercedes será a terceira geração do SUV compacto GLA, que vai assentar na plataforma multi-energia MMA (tal como o novo CLA), o que significa que também terá versões totalmente elétricas e híbridas. O design exterior será mais desportivo do que o do “irmão" GLB que irá surgir quase em simultâneo (cuja secção traseira é mais quadrada para poder acomodar a terceira fila de passageiros, o seu principal elemento diferenciador) e na frente irá destacar-se a grelha vertical iluminada, que a marca alemã acaba de estrear no SUV GLC. Por dentro voltaremos a ter o conceito de dois ecrãs contíguos, a da instru-MERCEDES CLA SHOOTING BRAKE CRESCE A FAMiLIA DE VENCEDORES MERCEDES GLA mentação com 10,25",1 o central com 14,6", podendo estes ser complementados por um head-up display (projeção de informação no para-brisas) nas versões mais equipadas. O GLA que chega ao mercado no final deste ano irá começar por estar disponível com motorizações elétricas, com tração traseira ou integral, com potências variando entre 224 e 354 cv. A bateria será oferecida em dois tamanhos, 58 kWh e 85 kWh (utilizáveis), que deverão permitir autonomias entre OS 500 e os 700 quilómetros. Já no início de 2027 a gama será alargada com as versões híbridas (a gasolina de 1.5 litros, quatro cilindros e potências de 136 a 190 cv]. Pouco depois de receber o galardão Car of the Year europeu de 2026, a gama Mercedes CLA vai expandir-se esta primavera com a chegada da Shooting Brake, um tipo de carroçaria de carrinha estilizada, que procura juntar funcionalidade acrescida a um design desportivo. E 3,5 cm mais comprida do que a anterior geração [total de 4,72 metros), 2,5 cm mais larga (1,86m) e 2,7 cm mais alta (1,47m), mas foi a distância entre-eixos que mais aumentou, o que se compreende tendo em conta que esta nova plataforma é específica para veículos elétricos. A bagageira tem uma capacidade de 455 litros (mais 50 litros do que na versão Coupé) a que se juntam 101 litros da bagageira dianteira (igual à do Coupe) Primeiro chegam as versões elétricas 250+ SB de 272 cv e 350 com 354 cv e tração às quatro rodas (o que significa que tem um motor dianteiro adicional). Ambas alcançam uma velocidade de ponta de 210 km/h, mas a versão mais potente é consideravelmente mais rápida nas acelerações, podendo concluir os o a 100 km/h em apenas 5 segundos (6,8 s no caso da versão 250+). A tensão de 800 volts desta nova arquitetura ajuda a explicar não só as muito potentes potências de carregamento [até 320 kW) como também as dilatadas autonomias [para o que contribui igualmente o muito apurado coeficiente aerodinâmico do CLA). Na melhor das hipóteses, bastarão 22 minutos para elevar o estado de carga da bateria de 10 a 80% em corrente direta, mas em corrente contínua (apenas a 11 kW) serão necessárias 9 horas para uma carga completa (o a 100%) da bateria de 85 kWh. A autonomia anunciada para a versão 250+ ascende a 766 quilómetros (740 no caso da Shooting Brake mais potente). os preços em Portugal são 1400 euros superiores aos do Coupé, o que significa que o 250+ começa em 56 900 euros e o 350 4MATIC em 61 450 euros. o híbrido CLA 200 juntar-se-á à gama Shooting Brake uns meses mais tarde, com preço a partir de 50 150 euros. O PIONEIRO REINVENTA-SE OLeaf foi o primeiro carro elétrico de produção em grandes volumes e por isso entra já na sua terceira geração. Tem o estilo típico de um crossover, ou seja, combina genes de Suv, carrinhas e até mesmo de coupé. Utilizando a mesma plataforma dos Renault Scenic e Mégane [as duas marcas fazem parte do mesmo grupo), é compreensível que, em termos de dimensões exteriores, fique entre os dois em comprimento (4,35 m), largura (1,81 m) e altura (1,55 m), mas também em distância entre eixos (2,69 m). Em comparação com o Leaf anterior, é 14 centímetros (!) mais curto, dois centímetros mais largo, um centímetro mais alto e tem uma distância entre eixos um centímetro mais curta. A Nissan utiliza a AESC da China para fornecer os dois conjuntos de baterias disponíveis: um de 52 kWh com um motor de 130 kW (177 cv) eum de 75 kWh com um motor de 160 NISSAN LEAF kW (218 cv), ambos com tecnologia de iões de lítio NMC. A bateria maior permite uma autonomia declarada de 604 km e a capacidade de armazenar energia suficiente para 417 km com apenas 30 minutos de carregamento, a uma taxa maxima de carregamento rápido em corrente contínua (cc) de 150 kW. A bateria de 52 kWh tem uma taxa máxima de carregamento rápido em cc de 105 kW, e a autonomia provisória anunciada é de 436 km (todos estes números estão ainda sujeitos a homologação). Em ambos os casos, a potência maxima de carregamento em corrente alternada (CA) pode ser de 11 kW, sendo necessárias seis horas para carregar a bateria mais pequena de 10% a 100% e sete horas para a maior. O Nissan Leaf III chega a Portugal na primavera, com preços ainda a definir, mas com o degrau de entrada entre os 35 000 e OS 40 000 euros. PEUGEOT 408 SUBIDA DE FORMA APeugeot terminou 2025 como marca líder de mercado, mas não pode adormecer a sombra dos louros Por isso, este ano arranca com a renovação do 408, com um design exterior subtilmente alterado com uma grelha modificada, sendo as inscrições iluminadas na frente e na traseira as mudanças mais notórias, Dentro da habitual lógica da marca francesa, existe com motor de combustão, híbrido plug-in ou totalmente elétrico. Neste último caso, há evolução com funções como o pré-aquecimento da bateria (para um processo de carregamento mais rápido). alimentação de equipamentos externos [como bicicletas elétricas OU uma maquina de cafe) e a partir do verão, o sistema Plug & Charge para simplificação dos carregamentos. 0 e-408 continua a ser equipado com um motor elétrico de 157 kW/213 CV no eixo dianteiro, alimentado com uma bateria de 58 kWh que não permite uma autonomia superior a 450 quilómetros, cuja capacidade maxima de carregamento é de 120 kW aquém dos rivais mais dotados a este nivel. A versão híbrida plug-in do 408 combina um motor de quatro cilindros de 1,6 litros e 180 cv com um motor elétrico de 92 kW/125 CV montado no túnel de transmissão da caixa de dupla embraiagem de sete velocidades. O seu rendimento são 240 cv e com a sua bateria de quase 15 kWh, pode percorrer até 85 quilómetros apenas com energia elétrica. A recarga pode ser feita a um maximo de 7,4 kW. 0 408 mild hybrid é a alternativa mais acessivel, juntando o motor de três cilindros e 1.2 litros a um pequeno motor elétrico para uma potência maxima de 145 Cv. POLESTAR 5 RECUPERAR O TEMPO PERDIDO APolestar finalmente arranca finalmente com as vendas do modelo 5 (122 600 a 146 400 euros). Assenta na nova plataforma PPA (Polestar Performance Architecture) em alumínio. Tal como O Polestar 4, não tem vidro traseiro, pelo que o espelho retrovisor projeta imagens digitais do que há atrás do veículo. 0 interior tem uma configuração de assentos 4+1, o que significa que o quinto lugar é muito pequeno e requer o levantamento do apoio de braço central para que alguém o possa usar. os outros quatro bancos (Recaro) são idênticos e a bagageira é pequena (para as dimensões exteriores de 5,1 metros), com 365 litros, a que se juntam mais 62 litros no compartimento de arrumação sob o capô. O painel de bordo possui dois ecrãs (além de um head-up display) e utiliza o sistema operativo Android. E O primeiro Polestar com sistema elétrico com tensão nominal de 800 volts, permitindo que a bateria de NMC, com 106 kWh utilizáveis (112 kWh brutos), seja carregada até 350 kW (de 10% a 80% em 22 minutos). Este concorrente da dupla Porsche Taycan/Audi e-tron GT tem tração integral, usando um motor em cada eixo. 0 Dual Motor tem 748 cv e promete uma autonomia de 670 quilómetros, enquanto a versão Performance atinge os 884 cv (e 1015 Nm) e uma autonomia de 556 km [podendo "disparar" até aos 100 km/h em 3,2 segundos). ATE MAIS DE 1000 CV E DE 600 KM DE AUTONOMIA APorsche vai apostar na carroçaria coupé na nova gama Cayenne, estando a sua chegada ao mercado agendada para o verão de 2026. A arquitetura é de 800 volts, permitindo carregamentos até 400 kW em corrente direta (o Taycan não vai além dos 320 kW). Isso significa que, por exemplo, se torna possível fazer uma carga de 10 a 80% em cerca de 16 minutos e injetar até 300 quilómetros de autonomia em apenas 10 minutos, Não há, ainda, números finais do rendimento das três motorizações previstas (Base, S e Turbo). A versão Turbo excederá os 1000 cv, em modo overboost. As acelerações, que poderão ser alcançadas em “bem menos” de 3 segundos de o a 100 km/h e abaixo dos 10 segundos até aos 200 km/h, dão uma ideia daquilo com que estamos aqui a lidar. Isso, claro, não significa que o modelo de base seja lento PORSCHE CAYENNE COUPÉ (terá cerca de 500 cavalos) e muito menos o s (perto de 650 cv). Novidade absoluta na Porsche é a simulação do ruído de um motor a gasolina num veículo elétrico, mas será sempre possível desativar o som sintetizado de v8 se preferir que reine o silêncio da propulsão elétrica. Cada eixo vai dispor de um motor PSM (de íman síncrono permanente) e, no caso das duas variantes mais potentes, o motor traseiro é o primeiro feito pela própria marca alemã. Não existe caixa de duas velocidades (com que a Porsche inovou no Taycan) porque, de acordo com os engenheiros alemães, a tecnologia evoluiu a um ponto que deixou de ser necessário acrescentar esse custo e complexidade técnica. A utilidade quotidiana foi também considerada com autonomias dilatadas: até 600 quilómetros, graças a uma nova bateria de iões de lítio de 113 kWh. PORSCHE 718 ELÉTRICO E A GASOLINA Em pleno momento de desaceleração da aposta na propulsão elétrica, a Porsche já confirmou que o seu iminente 718 irá ser lançado em variantes elétrica e com motor de combustão (neste último caso, provavelmente as versões de topo GTS e GT4 do Cayman e do Boxster). 0 atraso no projeto [motivado, entre outros fatores, pela insolvência de dois fornecedores de baterias), acabou por ser benéfico para a marca alemã de desportivos, uma vez que Ihe permitiu realinhar a sua estratégia com os novos desenvolvimentos do mercado (pouco virado para os desportivos elétricos) e até a decisão da União Europeia de alargar a esperança de vida dos motores a gasolina (daí que a Porsche tenha também confirmado que o futuro Macan também irá existir com motores a gasolina, além do elétrico). Especula-se que as versões a gasolina terão uma potência entre 300 e 500 CV, enquanto os elétricos s desenvolverão cerca de 380 cv; a versão GTS terá dois motores, com cerca de 490 CV. Tal como O Taycan e O Macan eléctrico, também haverá versões com a designação Turbo, com fontes anónimas na Porsche a mencionar um rendimento de cerca de 600 cv. A capacidade das baterias (com células prismáticas) , que fazem parte do sistema com tensão de 800 volts = deverá oscilar entre os 90 e os 100 kWh, que irão alimentar dois motores elétricos no eixo posterior das versões de tração traseira, a que se junta um terceiro (dianteiro) nos 718 de tração integral. A autonomia da versão mais eficiente será superior a 500 quilómetros. TOYOTA GR GT ASSIM NA ESTRADA COMO NA PISTA AToyota revelou O seu novo despor,ltivo híbrido, 0 GR GT (juntamente com uma versão para a pista, o GR GT3), numa fase de desenvolvimento bastante avançada. Mede 4,82 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1,20 de altura e entre os seus principais concorrentes contam-se modelos como o Mercedes-AMG GT Coupé ou 0 McLaren GTS. A divisão de altas performances da Toyota, a Gazoo Racing, explica que oconceito do GR GT é o de “um carro de corridas projetado para as estradas públicas” razão pela qual os imperativos aerodinâmicos prevaleceram relativamente a0 design. 0 chassis é feito inteiramente de alumínio e a suspensão = de duplos triângulos sobrepostos = foi desenhada de maneira a permitir 0 mais baixo centro de gravidade, tentando que este coincida com 0 do condutor/piloto, para que a integração de homem e máquina seja o mais perfeita possivel. Tendo em conta que qualquer desportivo tem a absoluta necessidade de reduzir 0 peso a0 máximo, os painéis da carroçaria são feitos de plástico reforçado com fibra de carbono, que dão um contributo determinante para que o peso do GR GT se fique pelos 1750 quilos [com uma repartição de massas de 45%-55% entre a dianteira e a traseira) os discos de travão São carbocerâmicos. 0 motor v8 biturbo de 4.0 litros está montado na parte dianteira e há um motor elétrico colocado dentro da caixa automatica de velocidades, instalada no eixo traseiro. A potência maxima deverá rondar os 650 cavalos neste super-desportivo cuja velocidade de ponta sera de 320 km/h. VOLKSWAGEN ID. POLO SEM PASSADO NÃO Ha FUTURO AVolkswagen aposta em recuperar valores que a tornaram uma marca de sucesso, alterando para tal a filosofia de design e de nomenclatura dos seus novos modelos elétricos. Mantém o prefixo ID mas em vez de números indiferenciaveis, investe em nomes que fizeram a sua história.com 4,05 metros de comprimento, oferece uma capacidade de bagageira de 435 a 1243 litros, 84 litros ou 24% mais do que o Polo com motor a combustão (351 a 1125 litros), mas debaixo do capot dianteiro não existe frunk [mala dianteira). Com preços de entrada a rondar os 25 000 euros, a partir do final da primavera, este será 0 primeiro Volkswagen elétrico da classe dos citadinos. Assenta na plataforma MEB+ e tem tração dianteira, ainda que esta arquitetura tenha sido projetada para modelos de tração traseira (como os ID3, 4 e 5). O desenho da bateria com células integradas na estrutura economiza componentes, dinheiro e peso (o ID. Polo pesa 1512 kg, na versão mais leve, o que faz dele um dos carros elétricos mais leves do mercado). Asmart vai ressuscitar o seu icónico modelo 2 no final deste ano. Vai chamar-se #2 é das poucas certezas que existem neste momento para seguir a lógica de nomenclatura da marca e recuperar a aura do smart original, mas apesar de se posicionar de forma lógica entre os já existentes #1 e #3, nada terá que ver com aqueles crossover com mais de quatro metros de comprimento. Depois do primeiro teaser apresentado em outubro de 2023 (pouco mais do que uma sombra com a silhueta aproximada do ForTwo), os rumores foram aumentando de volume e hoje a marca pertença conjunta da Geely e da Mercedes-Benz já fala do assunto abertamente. Por estes dias, decorrem os testes dinâmicos finais dos protótipos em Hangzhou, na China, cujas fotografias permitem confirmar que o #2 manterá as dimensões ultracompactas do modelo original. Tal como conservará a configuração de duas portas e dois lugares do fortwo, a tração traseira e a postura marcante com as rodas chegadas às extremidades. Este ADN é, no entanto e segundo a própria smart, apenas o ponto de partida para a reinvenção completa do citadino de dois lugares.com um interior e um exterior totalmente redesenhados pela equipa de design da Mercedes-Benz, haverá uma nova identidade. A nova arquitetura ECA , Electric Compact Architecture fornecerá a base para um novo grupo motopropulsor elétrico de última geração, com o objetivo de elevar consideravelmente a experiência de condução urbana. Esta nova arquitetura é essencial, uma vez que as plataformas existentes na Geely , designadamente a Sustainable Experience Architecture (SEA2) utilizada nos modelos #1, #3 e #5 , não são adequadas para um veículo tão compacto como o #2. Haverá dois tipos de bateria disponíveis: uma com química LFP (fosfato de ferro-lítio) de 37 kWh com potência de carregamento em corrente contínua [cc) até 90 kW e que promete uma autonomia de aproximadamente 300 quilómetros, e outra com química NMC (níquel-manganésio-cobalto) de 52 kWh, com potência de carregamento cc até 130 kW, permitindo uma autonomia de até 450 quilómetros. Estará disponível com motorizações de 83 kW/116 CV, 99 kW/135 CV [com baterias LFP) e 155 kW/211 CV, seguidas pela versão GTI com 166 kW/226 Cv (os mais potentes vão usar baterias NMC). Estreia um painel digital da instrumentação, com uma diagonal 10,25", enquanto o ecrã tátil central é especialmente grande para este segmento de mercado (13"). Chama a atenção o grafismo rétro (uma vénia ao quadro de instrumentos do Golf I, dos anos 70), disponível dependendo da versão. JOAQUIM OLIVEIRA