PRESIDENCIAIS 2026 - SEGURO RECUSA REGIONALIZAÇÃO SE FOR PARA CRIAR MAIS CARGOS
2026-01-25 22:06:09

Candidato garante que não fecha totalmente a porta ao processo, mas deixa alertas. E repete que vetará as leis laborais propostas pelo Governo pedro.santos@jn.pt PRESIDENCIAIS Desafiado pOr uma questão de um estudante, António José Seguro deu ontem pistas sobre a sua posição em relação a um eventual processo de regionalização. “Se for para criar mais cargos e lugares, não, já chega”, apontou o candidato presidencial, durante um encontro com empreendedores, empresários e alunos da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. No entanto, Seguro deixou entreaberta a porta para, óno caso de ser eleito, esse processo ser retomado através de novo referendo, mais de 25 anos depois da consulta popular sobre a matéria, que não foi vinculativo por a votação ter sido inferior a 50%. “Tal cabe ao Parlamento decidir. No entanto, com os quadros existentes nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional e nas comunidades intermunicipais, é possível fazer economias de escala que resultem em benefícios para as populações”, admitiu. "é preciso estratégia, porque o país não tem propósito, se não tiver estratégia”, completou. Ainda na Faculdade de Economia e perante uma plateia onde se juntaram figuras de relevo do PS ou próximas dos socialistas, como Elisa Ferreira, ex-ministra do Ambiente de António Guterres e ex-comissária europeia; Teixeira dos Santos, ministro das Finanças nos governos de José Sócrates; e Alexandre Quintanilha, antigo deputado, António Seguro garantiu que Portugal “está cansado de diagnósticos e quer soluções”. Também prometeu uma boa relação institucional com o Executivo. “Não sou um candidato partidário e nem serei um presidente partidário. Quero criar condições para o Governo cumprir o seu programa, isso para mim é estabilidade”, explicou. No entanto, voltou a frisar que não deixará passar a revisão das leis do trabalho proposta pela equipa de Luís Montenegro. “Vetá-la-ei se me for apresentada tal como está. A legislação laboral não fez parte da proposta eleitoral dos partidos do Governo nem teve acordo no quadro da concertação social”, justificou, num recado às declarações da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, que admitiu an-teontem avançar com o anteprojeto, mesmo sem chegar a acordo com os parceiros sociais. “A concertação social é fundamental para criar previsibilidade e estabilidade”, alertou. AGRADADO COM APOIOS Quanto à onda de apoios que tem recebido, nomeadamente o de Marques Mendes, um dos mais recentes, Seguro preferiu vincar que lidera “uma candidatura não partidária e independente, que assim será até o final”. Soltou, mais tarde em Matosinhos, que ouviu as palavras do ex-adversário às presidenciais “com agrado” por ter expressado “o seu sentido de voto numa candidatura próxima dos seus valores”. Não quis adiantar pormenores sobre uma putativa manifestação do género por parte de Gouveia e Melo: “Dirá o que entender e eu respeitarei”. Candidato garantiu ter recebido positivamente o apoio de Marques Mendes REAçáO Não comenta debates: “só me posso rir” André Ventura desafiou António José Seguro para mais debates, mas este, ontem, preferiu não responder. “só me posso rir. Nunca houve uma eleição presidencial com tantos debates”, referiu Seguro, à margem de uma visita ao CEiiA Centro de Engenharia e Desenvolvimento, em Matosinhos, onde teve a oportunidade de conhecer de perto todas as novidades desenvolvidas por cerca de meio milhar de cérebros portugueses. “é possível estar na vanguarda da tecnologia mundial”, notou. Pedro Emanuel Santos