VOLKSWAGEN ID. CROSS CONCEPT - REVOLUÇÃO EM MARCHA
2026-01-20 06:01:04

Ao volante. A Volkswagen ambiciona participar de forma ainda mais importante na eletrificação do automóvel na Europa, por continuar a acreditar no futuro da tecnologia na região, independentemente de decisões políticas que só aliviam a pressão sobre os construtores. E esta a razão por detrás do desenvolvimento de geração nova de carros e do programa “Electric Urban Car Family" nas mãos da SEAT, que pressupõe quatro viaturas até ao fim do ano, dois da marca alemã: ID. Polo e ID. Cross. Conduzimos o segundo! EO relato possível da experiência ao volante do ID. Cross, que conduzimos ainda na forma de estudo. Fizemo-lo num percurso fechado na Marina de Cascais, não em estradas públicas, e percorrendo tão-somente algumas centenas de metros e sempre num ambiente muito controlado. Protótipo é protótipol... Este ID. Cross é mportantíssimo para a Volkswagen, por competir no segmento B e contar com o formato automóvel da moda (Sport Utility Vehicle), a combinação que representa mais vendas de carros novos na Europa (e em Portugal). o modelo apresentar-se-á no mercado só no fim do ano (apresentação no verão), depois da entrada em cena do ID. Polo (estreia mundial na primavera), que está programada para setembro. Os alemães anunciam-no como alternativa ao T-Cross produzido em Pamplona, Espanha, também a unidade que ganhou a corrida à produção em série do elétrico novo e fá-lo-á na mesma linha de montagem do “gémeo” Skoda Epiq. Mais espaço no interior e na mala Desconhece-se o plano da Volkswagen para o T-Cross apresentado em 2018, mas admite-se a hipótese de a marca alemã descontinuar, faseadamente, a produção do SUV mais pequeno que tem na gama (4,1 m), ação que permitiria ganhar muita capacidade em Pamplona. Este ID. Cross diferencia-se pela motorização elétrica, o desenho (Pure Positive é o nome da linguagem de “design” nova do fabricante) e as dimensões exteriores e interiores, encontrando-se, por exemplo, mais 8 cm em largura, o que beneficia, principalmente, a liberdade de movimento nos bancos de trás. A mala, com os encostos posteriores posicionados na vertical, tem 450 litros de capacidade. ? também existe compartimento para ar-rumações sob o “capot", o denominado “frunk”, com 25 litros, o suficiente para os cabos de carregamento da bateria. O ID. Cross baseia-se na plataforma MEB+ (chamam-Ihe, igualmente, MEB Entry e MEB Small), arquitetura derivada da MEB de ID.3 & Cia. desenvolvida para geração nova de carros elétricos com tração dianteira em vez de traseira e "preços-alvo” a partir de menos de 25.000 EUR 28.000 EUR a 30.000 EUR no caso deste SUV, modelo que será posicionado no topo da gama. A marca assegura que o trabalho realizado na estrutura admite a integração de mais funções e sistemas, sobretudo no domínio das assistências eletrónicas à condução, nomeadamente a versão mais moderna do Travel Assist, com mudanças assistidas de faixa de rodagem em autoestrada e, pela primeira vez, reconhecimento de semáforos e de sinais de Stop. No ID. Cross Concept, motor elétrico com 21T Cv (155 KWV) alimentado por bateria que permite até 420 km de autonomia, de acordo com a marca. Desconhecendo-se a capacidade do acumulador de energia, desconhecem-se tanto os consumos, como a eficiência. Na Cupra, sobre o Raval, como veremos adiante, menos segredos... Na versão de topo VZ Extreme, 218 CV (160 kW), bateria com 52 kWh de capacidade, até 361 km entre recargas, 0 100 km/h em 6,4 s e 170 km/h. Já na Dynamic e na Dynamic Plus, 210 CV (155 kW) e duas baterias = a alternativa à NMC com 56 kWh é a LFP com 38 kWh, que permite só até 300 km. Na marca na “órbita” da SEAT, para conhecer, só as combinações motor-bateria. Preços a partir de 28.000 EUR a 30.000 EUR A partir do verão de 2026, entre os concorrentes do ID. Cross, FIAT Grande Panda ou Renault 4 E-Tech Elétrico. Assim, o Marketing da Volkswagen, com “luz verde” da administração, adotou sistema novo de nomes. O primeiro estudo do SUV para o segmento B, apresentado em março de 2023, chamava-se, recorda-se, ID. 2all. E existe outra decisão estratégica por detrás do plano do fabricante de Wolfsburg, Alemanha: propor carros que os clientes queiram comprar e vendê-los por preços que mais pessoas possam pagar, ou eletrificação mais lenta do que rápida. Esta mudança expressa-se, igualmente, no interior do ID. Cross (ver caixa), com o adeus ao minimalismo e a eliminação do excesso de digitalização. Mantém-se os monitores digitais para a instrumentação (11 ) e o sistema multimédia (13 ), mas os comandos físicos estão de regresso tanto ao volante, como ao painel de bordo. Mantendo-se o que vimos no Concept, quatro controlos para os vidros elétricos e não apenas os dois que encontramos no ID. 3. Thomas Schãfer, diretor da Volkswagen, acredita muito no ID. Cross e no ID. Polo: “Representam uma geração nova de automóveis, com um design renovado, uma operação intuitiva, uma qualidade de topo e características de condução de nível superior. Queremos tornar a mobilidade elétrica acessível a muitas mais pessoas na Europa. E isto é só o começo: em 2026, seis automóveis elétricos novos, todos 100% VW”. ID. Polo também quase a descoberto A Volkswagen, depois de proporcionar-nos a primeira experiência com o ID. Cross, também anunciou informações sobre o ID. Polo, que será produzido pela SEAT em Martorell, nos arredores de Barcelona, na mesma linha de montagem do "gémeo" Cupra Raval (ler impressões de condução nesta edição de E-AUTO). Os protótipos de desenvolvimento do ID. Polo encontram-se, ainda, em testes, em diversas regiões do globo para garantia de cumprimento de índices de qualidade e dinâmica de condução acima da média mas o fabricante já anunciou que este carro será o primeiro a fazer uso da linguagem de "design" Pure Positive. E também aposta forte em atributos que garantem uma vocação familiar (operação intuitiva, funcionalidade, qualidade ou preço acessível), assim como num espaço bastante generoso no interior, considerando as dimensões exteriores compactas 4,053 m de comprimento, 1,816 m de largura, 1,530 m de altura e 2,600 m entre eixos. Estas quotas, reconhece-o a própria companhia, aproximam-se muito das do Polo "convencional", mas o ID. Polo (ligeiramente mais curto, mas mais largo, mais alto e maior entre eixos) oferecerá um espaço mais desafogado tanto para passageiros , e sê-lo-á, sobretudo, atrás, promete-se! como para bagagens (a mala tem 435 litros, mas é passível de aumentar até 1243 litros, com o rebatimento completo do banco posterior, "contra" 351 litros e 1125 litros, respetivamente, no Polo, isto é, a capacidade aumenta 24%). Três potências e duas baterias Um trunfo que se deve, em boa parte, ao facto de o ID. Polo assentar em evolução da plataforma MEB+ (acrónimo de Modular Electric Drive Matrix). Esta arquitetura reduz a complexidade, o número de componentes e o peso = e, por isso, também os custos e o consumo energético. E, ao contrário do que sucede com os demais ID. da vw, a tração é dianteira (assegurada pelo motor elétrico de última geração AP290), o que permite libertar mais espaço para os ocupantes. Ao mesmo tempo, a bateria nova da PowerCo (empresa fundada, e detida, pelo próprio Grupo vw), integrada no piso plano, e formada por uma célula unificada (tecnologia "cell-to-pack"), entre outras vantagens, é mais barata, leve e compacta, e uma densidade energética incrementada em cerca de 10%, o que beneficia a autonomia. Inicialmente, o ID. Polo será proposto com três níveis de potência, e com duas baterias. Na versão de acesso, com 116 cv/85 kW, e na intermédia, com 135 cv/99 kW, bateria LFP (fosfato de ferro-lítio), com uma capacidade utilizável de 37 kWh e capaz de aceitar carregamentos rápidos até 90 kW. Na derivação com 211 CV/155 kW, bateria NMC (níquel, manganês, cobalto), com 52 kWh de capacidade e capaz de garantir até 452 km de autonomia, e apta a receber cargas rápidas até 130 kW. Esta bateria será utilizada, igualmente, no ID. Polo GTI com 226 CV/166 kW, carro que surgirá no mercado apenas numa fase posterior, mais ainda durante este ano. Comandos físicos de regresso A Volkswagen, na contagem decrescente para as estreias do ID. Polo (primavera) e do ID. Cross (outono) apresentou um "cockpit" novo tanto no "hardware", como no "software", para uma geração nova de carros. E criou-o de acordo com linguagem de "design" que também é nova! A Pure Positive associa linhas simples e modernas a diversos apontamentos retro inspirados na história da marca alemã e materiais sustentáveis de qualidade. E, combinando-se o analógico com o digital, em vez de retrocesso, progresso na origem de experiência de utilização muitíssimo mais satisfatória. o "cockpit" novo da Volkswagen tem estreia confirmada para o ID. Polo e é a prova de que a marca de Wolfsburg, Alemanha, ouviu as (muitas) críticas aos interiores com comandos táteis a mais que introduziu com O ID.3, em 2019, o compacto que estreou a plataforma MEB para geração nova de automóveis elétricos. A mudança de abordagem otimiza a associação dos controlos físicos aos monitores digitais, o que elimina a maioria dos pontos fracos identificados pelos clientes. O Pure Design, no interior do ID. Polo (e no do ID. Cross que aparecerá no mercado pouco tempo depois), apresenta-se numa arquitetura horizontal para o painel de bordo, com os monitores digitais da instrumentação (10,25") e do sistema multimédia (13") posicionados no mesmo eixo visual, o que diminui tanto o movimento dos olhos, como a carga cognitiva para o condutor, como o propósito de reduzir fontes de distração. Segundo a Volkswagen, a estrutura dos menus do infoentretenimento foi simplificada e é de compreensão/perceção fácil, também por contar com grafismos de alta resolução. No entanto, neste "cockpit", o mais importante é mesmo a reintrodução de muitos comandos físicos para o controlo das funções principais = climatização e luzes de emergência, por exemplo, dispõem de botões posicionados, longitudinalmente, numa barra comum, abaixo das saídas centrais da ventilação e do ecrã de 13. No volante, que também é novo, comandos táteis em vez de hápticos. Finalmente, na consola entre os bancos dianteiros, entre a superfície para carregamento sem fios de "smartphones" e os suportes para copos, botão rotativo do sistema áudio , até aqui, recorda-se, tanto para adaptar o volume do som, como para eleger a estação de rádio, tinha de percorrer-se os menus do programa multimédia. Assim, espera-o a Volkswagen, reduz-se a barreira psicológica à compra de carros elétricos, com o abandono do minimalismo radical que encontramos na maioria dos automóveis com esta tecnologia, independentemente da origem do fabricante. O ID. Polo também conta com a versão mais moderna do ID. Light. Neste sistema, a faixa de luz interativa no interior que comunica, visualmente, informações sobre a navegação, as assistências à condução e o estado do carro passa a estender-se até às portas dianteiras e não só ao painel de bordo. Segundo a Volkswagen, trata-se de "ferramenta" digital mais intuitiva e, sobretudo, menos perturbadora. E para o subcompacto elétrico, recurso a "apontamentos” emocionais raros em modelos que competem em categorias populares, como o modo opcional de configurações retro da instrumentação inspirado no painel da primeira geração do Golf, de 1974 em 2026, recorda-se, 60 anos da versão GTI que simulam elementos analógicos e nostálgicos num "hardware" digital moderno. A ideia é aproveitar a oportunidade crida por carro que ambiciona massificar a tecnologia de substituição preferencial de substituição das mecânicas de combustão interna para valorizar a perceção da imagem da Volkswagen. Também por isso, materiais determinantes na redefinição do ambiente no interior. No ID. Polo, o aspeto das superfícies é agradável, sobretudo o do painel de bordo, que tem revestimentos em tecido. A abordagem da Volkswagen foi de afastamento da esterilidade dos habitáculos minimalistas da generalidade dos carros elétricos, (outra) missão, aparentemente, cumprida com sucesso. Por fim, a marca também investiu muito no campo da sustentabilidade (existem termoplásticos nos bancos, nas portas, no tejadilho e até nos tapetes, têxteis fabricados a partir de fios Sequal derivados de plásticos oceânicos reciclados nas versões mais equipadas e alguns elementos decorativos produzidos em compósitos novos). O ID. Polo, opcionalmente, também pode apresentar-se equipado com sistema de som Harman Kardon, bancos dianteiros ajustáveis eletricamente e com função de massagem e outros itens pouco comuns no segmento B. O ID. Cross contará com os mesmos recursos técnicos e tecnológicos. JOSÉ CAETANO