MONOPÓLIO DE CARREGAMENTOS ELÉTRICOS CRITICADO
2023-09-22 11:47:04

Debate. Processo de preparação de concessão pela Câmara de Coimbra recolheu contributos de operadores, que se manifestaram contra monopólio de postos. No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a Câmara promoveu ontem um debate subordinado ao tema “Coimbra, the rigth place to be greener”, em que recolheu contributos de operadores no mercado dos transportes e da energia, para a transição e eficiência energética. Logo no início, Ana Bastos deixou o repto para uma discussão em torno da mobilidade, em temas como diferentes formas de alimentação de veículos, eficiência energética, alternativas de mobilidade, redução de emissões de dióxido de carbono ou da fatura da energia. Aos presentes, a vereadora com o pelouro de transportes e mobilidade pediu sugestões para a concessão de postos de carregamento elétricos, que a autarquia está a preparar. A também presidente da Administração dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) notou que na frota de 167 veículos, 24 são elétricos e estão a caminho mais 22, o que obrigará a refletir sobre postos de carregamento, «um problema que se coloca», mas também de gestão do espaço. Acresce a questão do que fazer às baterias no fim da vida útil. Defensora de um sistema misto de fontes de alimentação dos veículos, para não haver dependência de um só (deu o exemplo de carros elétricos que no verão de há dois anos tiveram de encostar devido ao muito calor), colocou também em debate a opção hidrogénio como alternativa à combustão. Gonçalo Pacheco, representante da MOBI. E, lembrou que a empresa pública apoia a transição energética, defendendo «a eletrificação de tudo o que está à nossa volta». Eletrificar as frotas será, na sua perspetiva, parte da solução a caminho da sustentabilidade. Carlos Ferraz, da PRIO, sugeriu a opção por biocombustíveis, que já ajudam na redução de emissões. A maior produtora nacional de biocombustíveis tem já produtos em que parte do diesel é substituído por biocombustíveis. No debate, moderado por Santos Costa, diretor do Departamento de Espaço Público, Mobilidade e Trânsito da Câmara, notou-se que a opção hidrogénio ainda está «muito atrasada», com problemas técnico e tecnológicos. Maria João Melo, diretora dos SMTUC, apontou a ausência de informação importante para a tomada de decisões, notando também que, na opção elétrica, há problemas, como, por exemplo, falta de formação nas oficinas. Sobre a concessão de postos de carregamento, Gonçalo Pacheco defendeu a harmonização e processos e de licenças. Contra os monopólios, como já há em municípios portugueses, defendeu que as taxas a aplicar pelas autarquias não devem bloquear a instalação de postos. Também contra monopólios, Carlos Ferraz apontou o caso de Lisboa, em que, para instalação, a PRIO tem de pedir autorização a um concorrente, no caso à EMEL, empresa municipal de mobilidade. Que até pode ficar com o posto identificado, se lhe agradar. «Aos municípios o que é dos municípios, aos privados o que é dos privados», defendeu. No debate participaram ainda representantes da Bolt e da E-REDES. SMTUCvão ter 46 viaturas elétricas e não querem ficar dependentes de um só sistema de alimentação Opção hidrogénio ainda está “muito atrasada”, com problemas técnicos e tecnológicos