BRAGA - MANUELA PIMENTEL TRAZ POESIA À ZET
2026-01-18 22:05:46

Manuela Pimentel traz poesia e liberdade à ZET QUANDO EU MORDER A PALAVRA, por favor, não me apressem , de Manuela Pimentel, traz à ZET obras inéditas onde a palavra, a liberdadele a cidade se afirmam como matéria central. CULTURA Quando eu morder a palavra, por favor não me apressem , de Manuela Pimentel, foi inaugurada, ao final da tarde de ontem, na ZET. A mostra reúne um vasto conjunto de obras maioritariamente inéditas que afirmam a poesia, a liherdade e o nensamento crítico como matéria central da criação artística. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, a exposição parte de um verso do poema Da calma e do silêncio , da escritora e activista brasileira Conceição Evaristo, e apresenta trabalhos construídos a partir da apropriação de cartazes recolhidos na rua, posteriormente transformados em painéis que evocam o azulejo português e integram palavras, versos, declarações de amor e gritos de revolta cívica e política Para Manuela Pimentel, esta mostra assume-se como uma síntese do seu percurso recente. “ Esta exposição tem o mote da liberdade. No fundo, é o sumo das últimas exposições que fui fazendo. Eu tenho vindo a trabalhar muito com textos e poetas com quem me identifico e declaro-me, de alguma forma, uma poeta visual , afirmou a artista. Manuela Pimentel sublinhou o encantamento transmitido em cada obra, afirmando que esta é uma exposição positiva. Mostra que, dentro de uma galeria de arte, conseguimos dizer a verdade, a nossa verdade” . A rua surge como o seu principal território de observ ação e criação. Sinto-me confortável na rua, é ela que me dá a matéria-prima, esta matéria-prima pobre que eul transformo em nobre”, explicou, referindo-se aos cartazes rasgados que compara a “azulejos partidos” e que a fazem sentir dentro de uma casa sem tecto”. Essa ideia de casa, abrigo e cidade atravessa toda a exposição, onde surgem também objectos recolhidos do lixo (gaiolas, armários e pequenos utensílios) que a artista transforma e carrega de novas narrativas. A curadora, Helena Mendes Pereira, destacou a importância da palavra no trabalho de Manuela Pimentel e no desenho curatorial da exposição. “ Fez-se uma leitura e uma interpretação da etimologia da pequena topografia, transformando o espaço da galeria numa cidade, num mapa curatorial construído pela poesia e pelo poder da palavra”, explicou. Helena Mendes Pereira sublinhou ainda que Manuela Pimentel é uma das mais importantes artistas da sua geração” e que o seu trabalho se distingue pela leittira atenta do esnaco trhano Ela percebeu muito cedo que, no século XXI, há novas manifestações da palavra nas ruas, nomeadamente através dos cartazes, e é a partir daí que constrói um trabalho simultaneamente poético e político”, afirmou, acrescentando que esta é a exposição mais biográfica” da artista. Também presente na inauguração, o CEO do dstgroup, José Teixeira, considerou Manuela Pimentel uma artista absolutamente extraordinária”, e mostrou-se “fascinado” com a obra da artista por quem nutre uma admiração antiga. .00 “Esta exposição tem 0 mote da liberdade. Ño fundo, é o sumo das últimas exposições que fui fazendo. Eu tenho vindo a trabalhar muito com textos e poetas com quem me identifico e declaro-me, de alauma forma, uma poeta visual.” Manuela Pimentel ..0 José Teixeira revelou ao Correio do Minho que 0 futuro Museu de Arte Contemporânea, promovido pelo dstgroup, tem abertura prevista para Abril de 2026, adiantando que Manuela Pimentel será convidada a criar uma peça exclusiva. DR A curadora Helena Mendes Pereira, a artista Manuela Pimentel e José Teixeira Libânia Pereira