SIGLA MÁGICA REGRESSA À PEUGEOT EM 2026 MAS REVOLUÇÃO FICA PARA 2027
2026-01-18 22:05:30

O grande lançamento da Peugeot para 2026 foi adiado para 2027, mas novidades não faltam incluindo o regresso da sigla GTI à marca francesa Em vez de revolução, a Peugeot vai fazer de 2026 um ano de afinação, mas que também traz de volta uma sigla cheia de significado para os entusiastas da marca. Grande parte do que tinha planeado até já foi mostrado, mas uma mudança de planos acabou por redesenhar o calendário e leitura deste ano. Deveria ser o ano de revelação da terceira geração do Peugeot 208 e (muito provavelmente) do 2008 - os seus modelos mais vendidos -, mas ambas foram adiadas para 2027 e 2028, respetivamente. As causas são fáceis de entender. © Peugeot Radical por fora e ainda mais por dentro: o Peugeot Polygon encerra muitas soluções - design e tecnologia - que veremos chegar aos futuros modelos da marca. O primeiro será a terceira geração do Peugeot 208, que foi adiado para 2027. Ambos eram para ser apenas elétricos, mas as vendas no mercado europeu continuam a estar muito abaixo do esperado, ainda que continuem a crescer. Junte-se à equação as propostas da Comissão Europeia para dar um passinho atrás nas metas de emissões para 2035 e para a iniciativa dos Small Affordable Cars (carros pequenos e acessíveis) e compreende-se a decisão da marca em mudar os planos. Mesmo assim, não faltam novidades da Peugeot para 2026 e há uma que se destaca por todos os motivos e mais algum. Esse destaque chama-se Peugeot 208 GTi O principal protagonista do ano marca o regresso da sigla GTI à marca francesa - depois de ter desaparecido com o 308 GTI no final de 2020 -, mas de uma forma diferente da que conhecemos. Será a primeira interpretação 100% elétrica das icónicas três letras e sabemos como este tópico é sensível. A Peugeot promete que terá o espírito dos GTI a gasolina, mas teremos de esperar até nos sentarmos ao volante para o comprovar. Foi revelado durante as 24 Horas de Le Mans em 2025 e as encomendas deverão abrir ainda durante o primeiro semestre, com as primeiras entregas previstas para o outono. Por fora tem os ingredientes certos e por dentro, vamos matar saudades do piso em tom vermelho de outros tempos. Anuncia 207 kW (280 cv) de potência - bem mais que o rival Alpine A290 - e a relação peso/potência mais reduzida do segmento, com 5,7 kg/cv. Ainda assim, traduz-se em praticamente 1600 kg. 308 e 408 afinam o presente Enquanto o GTi capta atenções, os modelos centrais da gama recebem atualizações importantes. O Peugeot 308 entra em 2026 com uma atualização estética e tecnológica, visível na lavagem de cara , que deixa o leão com assinaturas luminosas em LED mais modernas, mais tecnologia nos equipamentos a bordo e uma atualização na eficiência das versões eletrificadas. Mantém a motorização Diesel, mas a maior novidade está no E-308, a opção 100% elétrica. Com a ajuda de uma nova bateria de 58,4 kWh (55,4 kWh utilizáveis) - era de 54 kWh (51 kWh líquidos) - a autonomia aumentou 34 km para 450 km (WLTP). Também passa a permitir alimentar dispositivos externos até 3,5 kW com a funcionalidade V2L (Vehicle-to-Load). Chega a Portugal com preços a começar nos 33 535 euros e já o conduzimos por cá: A renovação do Peugeot 408 aconteceu já este ano e foi revelada ao público durante o Salão de Bruxelas 2026. Por fora recebeu um tratamento quase idêntico ao 308, mas a maior novidade passa pela estreia de uma variante híbrida plug-in mais potente: 240 cv de potência máxima combinada (195 cv no Peugeot 308). Uma opção que vai ser exclusiva do 408 na gama Peugeot. A autonomia elétrica é de 85 km (ciclo combinado WLTP). © Peugeot Peugeot 408 com cara nova para 2026. Peugeot reinventa a roda em 2027 Como referimos no início, a grande novidade da Peugeot para este ano deveria ter sido a terceira geração do 208, mas foi adiada para 2027. E não será apenas uma nova geração, será também um ponto de viragem tecnológico. Vai estrear a plataforma STLA Small da Stellantis, desenvolvida a pensar sobretudo nos elétricos, ainda que, à luz do contexto regulatório e comercial, continuará a integrar motores de combustão. Promete maior eficiência e autonomias elétricas que poderão superar os 500 km, maior foco no software e atualizações remotas, mas o grande destaque será o Hypersquare, a reinvenção total do volante tal como o conhecemos. Foi antecipado no concept Polygon, revelado o ano passado, e apesar de parecer muito futurista, veremos esta solução chegar à produção com o futuro Peugeot 208. Já pudemos sentir nas mãos este volante radical e contamos tudo sobre o Hypersquare neste vídeo: André Mendes