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CARRO DO ANO - AUTOMÓVEL, A HORA DAS ESCOLHAS POLÍTICAS

Expresso

2026-01-16 22:06:03

Convence ao sol ou à chuva Tive oportunidade de experimentar o Renault Symbioz nas mais diversas condições de piso e de meteorologia Primeiro em setembro, quando fui ver o prólogo do Rally Raid a Grandola, debaixo de uma poeirada monumental. Uma ida e volta em autoestrada durante a qual se portou à altura, não tendo o motor sido propriamente frugal naquele andamento. Recentemente, experimentei-o õnos arredores de Lisboa, debaixo de uma chuva monumental e com asfalto razoavelmente escorregadio. Agarrou-se bem ao asfalto e revelou-se fácil de guiar, fazendo 6,5 litros aOs cem. Uma camioneta capaz de seduzir As linhas exteriores da Kia PV5 não sendo tão perfeitas como as do “pão de forma” da Vw (ID Buzz) são divertidas. Ao volante, é quase impossível não gostar deste furgão. As janelas dianteiras são rebaixadas e de grande visibilidade. A posição de condução é elevada como num jipe, mas temos a sensação de conduzir um elétrico de passageiros da marca. Nem faltam as patilhas no volante para gerir a regeneração na travagem e reduzir ou desdobrar como numa caixa automática. é ágil, despacha-se no trânsito e o único senão é a sensibilidade ao vento lateral. Admirável mundo novo Nao falta tecnologia ao Xpeng G6. Os ecras mostram-nos a envolvente do carro. identificando peoes, outros veículos, eto. Medem a distancia à frente, laterais ou traseira, o que, para um carro quase com cinco metros e bem largo, é uma ajuda importante. Ainda que ajustar os espelhos ou abrir a porta de carregamento obriguem a ir ao ecra central, ao contrário do G9. o volante ajusta-se com uma alavanca e ainda bem. Já a regulação da assistência à direção apresenta três níveis: minima média OU... "luz". Leu bem prezado leitor: alguém ignora que em inglês "light" tanto significa leve como luz.. Renault Symbioz Tão sedutor como eficaz O segmento dos Suv compactos é um pequeno campo de batalha onde se digladiam contendores como o Opel Frontera, o Citroên C5 AirCrOSS, O Nissan Qashqai, o vw T-Roc ou o Skoda Karoq. Destes, apenas o checo não está presente neste concurso. São carros versáteis, relativamente espaçosos e com preços para todas as bolsas: dos 25 aos 45 mil euros. O Renault Symbioz tem argumentos para entrar nesta luta. é espaçoso e tem uma motorização mini-híbrida que, dependendo do perfil da condução, se pode revelar económica. Do ponto de vista das linhas não renega as semelhanças com os modelos maiores da gama da marca, como o Espace ou o Rafale, mas distingue-se à légua de um Captur ou mesmo de um Austral. Tem pormenores bem pensados, como as calhas deslizantes onde está montado o banco traseiro. Enquanto se aguarda pela difusão alargada de uma versão híbrida recarregável em andamento com melhor desempenho, este Symbioz surge no mercado a partir dos EUR29.300. Kia PV5 Passenger Regresso ao futuro Até 2005 a Kia já teve em Portugal um ligeiro de mercadorias, a Pregio que tanto existia em furgão como chassis/cabina. Agora, regressa a este segmento com uma proposta adaptada aos novos tempos: um furgão que tanto pode ser de carga como de passageiros e, como não podia deixar de ser, movido a bateria elétrica. é uma tentativa de ataque a um mercado onde a eletrificação se justifica, nomeadamente na distribuição urbana, mas onde progride mais lentamente que nos veículos de passageiros. Com a mesma carroçaria e as mesmas motorizações, a Kia PV5 tanto serve para carga como para cinco passageiros. E é esta última versão que concorre na classe dos familiares. Utiliza a mecânica já provada no EV3 e no EV4, ou seja, garante baixos consu-Xpeng G6 Long Range Assalto ao topo de gama Quando olhamos para as linhas exteriores do Xpeng G6 ficamos com a sensação de que foi pensado para concorrer diretamente com os Tesla. Mal nos sentamos a bordo, essa ideia reforça-se e ganha ainda maior substãncia a partir do momento em que o comecemos a conduzir. Se em comparação com os modelos americanos não fica longe, tanto em autonomia como em preço, os acabamentos e o desenho deste topo de gama chinês situam-no num patamar claramente superior. A versão a concurso tem tração integral e uma potência de 296 cavalos. E, tal como o seu primo maior (o G9 referido numa edição anterior) gaba-se de estar equipado com o mais rápido dos sistemas de carregamento elétrico do mercado portu-guês: apenas 12 minutos para recuperar o nível da bateria desde os 10 aos 80%, graças a um sistema que pode operar a potências até aos 451 kW.com tudo isto o preço desta versão mais motorizada e equipada eleva-se para mais de EUR50.000. Tarifas de Trump abalam indústria até nos EUA Se há máquina com a qual temos uma relação passional é o automóvel. Isso faz com que o debate se possa tornar incendiário quando se discute o futuro. Os países estão divididos e as forças políticas também. Uns veem no aligeiramento da proibição do fabrico de motores térmicos em 2035 um dramático retrocesso ambiental, enquanto outros, como o líder do Partido Popular Europeu (centro-direita), Manfred Weber, falam no começo do fim da proibição dos motores térmiCOS. Nem uns nem outros têm razão: a transição energéti-ca não está em perigo, mas imperou algum bom senso na alteração de metas que a indústria europeia, acossada pela concorrência chinesa, poderia ter dificuldade em acompanhar, Em países europeus como a França, a extrema-direita tem feito do combate às zonas urbanas de baixas emissões (abrangidas pela proibição progressiva da circulação dos veículos mais poluentes) uma bandeira. Apresentaram-nas como uma forma de “ecologia punitiva” que iria afetar 40 cidades quando, na verdade, apenas iria ser aplicada de imediato em duas: Paris e Lyon, e isto por razões de saúde pública (ar virtualmente irrespirável). E que dizer dos EUA, onde Trump pretende interferir na regulamentação ambiental californiana (que aponta para um peso progressivo dos elétricos nas viaturas novas vendidas)? Para não falar do efeito das tarifas alfandegárias. Segundo um estudo do “Financial Times", num Chevrolet Silverado a direção assistida e o forro das portas vêm do México, OS farolins traseiros do Canadá, o ecrã central do Japão e os airbags da Alemanha. E se tudo for taxado a 15% ou mais? Esta semana apresentamos um carro híbrido europeu (Renault Symbioz) e dois 100% elétricos, um coreano (Kia) e outro chinês (Xpeng G6). rcardowo.expresso@gmail.com mos e razoáveis autonomias. E, nesta versão para cinco passageiros, um espaço desmesurado para bagagem, qualquer coisa como 1320 litros, ou seja, o dobro da bagageira de um grande SUv ou de uma carrinha. Ponto fraco: é sempre Classe 2 nas portagens. RENAULT SYMBIOZ MILD HYBRID 140 Forma Suv. 5 portas eS lugares Preço-base ND. PVP EUR44496 Motor Mild hybrid 12 v. motor turbo agasolina 1332 cm? Potencia 140 a Binário 260 Nm Velocidade mãxima 180 km/h Aceleração 9.4 seg (0-100 km/h) Bagageira 7181 Comprimentolargurafaltura 441/80/158m Depósito de combustivel 481 Consumo combinado 5.9 0/00 km) Emissões comb. de co2 134 (g/km) XPENG G6 RWD LONG RANGE Forma Fastback 5 portas e 5 lugares Preço-base £41.293 PVP EUR50.790 Motor Sincrono de imanes permanentes, bateria LFP 80,8 kWh Potência 296 cy Binário 440 Nm Velocidade máxima 202 km/h Aceleração 6,7 seg. (0-100 km/h) Bagageira 5711 Comprimentojlargura/altura 4,76/1,92/1,65 m Autonomia combinada 525 km Carregamento 12 minutos (corrente continua até 451 kW. de 10 a 80%) KIA PVS PASSENGER 71,2 KWH Forma Furgão, 5 portas eS lugares Preço-base 88.618 PVP EUR47.500 Motor Elétrico. bateria 71,2 kWh Potencia 163 cY Binário 250 Nm Velocidade máxima 135 km/h Aceleração 10,6 seg. (0-100 km/h) Bagageira 13201 Comprimento/largura/altura 4,71/190/1,90 m Autonomia combinada 412 km Carregamento 6,5 horas (corrente alterna. 11 kW): 30 minutos (corrente continua, 150 kW. de 10 a 803) RUI CARDOSO