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SEM PILOTOS OU COM AVARIAS: CINCO AVIÕES SUPER TUCANO DA FORÇA AÉREA ESTÃO EM TERRA

Jornal de Notícias Online

2026-01-16 22:03:14

O Governo contratualizou a aquisição de 12 Super Tucano à brasileira Embraer O Governo contratualizou a aquisição de 12 Super Tucano à brasileira Embraer O Governo contratualizou a aquisição de 12 Super Tucano à brasileira Embraer Foto: Força Aérea Portuguesa Foto: Força Aérea Portuguesa Foto: Força Aérea Portuguesa Os cinco aviões A-29N Super Tucano que a Força Aérea Portuguesa (FAP) recebeu, no ano passado, ao abrigo de um contrato de aquisição do Governo celebrou com a Embraer, não estão a voar. Uma das aeronaves teve uma avaria técnica e as restantes quatro não têm pilotos nem mecânicos. Os três primeiros aviões chegaram ao parque aeronáutico (OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal), em Alverca, a 2 de setembro do ano passado, e dois meses depois aterraram em solo luso as restantes duas aeronaves. Em meados de dezembro de 2025, as instalações receberam a cerimónia de entrega dos Super Tucano a Portugal, com a presença do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, e no dia seguinte deveriam ter voado para a Base Aérea N.º 11 (BA11), em Beja. Cerimónia de entrega dos aviões A-29N Super Tucano ocorreu em dezembro. (Foto: Força Aérea Portuguesa) No entanto, ao que o JN apurou, somente quatro dos aviões chegaram, como atestam as fotografias da Força Aérea Portuguesa, após a aterragem na pista da unidade baixo-alentejana. Questionada sobre as razões para que a quinta aeronave não tivesse voado para Beja, a FAP justificou que a mesma "apresentou uma questão técnica que exigiu resolução antes do voo para a Base Aérea N.º 11, pelo que não integrou o movimento em conjunto com as restantes aeronaves", não aclarando de tipo de problema técnico apresentava. Quantos às restantes quatro, que permanecem em terra, o organismo explicou, ao JN, que "os militares da Força Aérea nomeados para operar a aeronave estão atualmente em fase de treino de pilotos e mecânicos no Brasil, seguindo-se posteriormente a fase de voos em solo nacional", concluiu. No transporte do Brasil para Alverca e de Alverca para Beja, a FAP adiantou que as viagens "foram sempre feitas por pilotos da Embraer". Aviões aguardam que os pilotos e mecânicos da Força Aérea terminem a formação. (Foto: Força Aérea Portuguesa) Abertura de fábrica em Beja Os cinco A-29 Super Tucano fazem parte de um lote de doze que o Governo contratualizou com a empresa brasileira no final de 2024, num investimento que ronda os 200 milhões de euros. Estes não foram as primeiras aeronaves compradas à Embraer, já que, em 2019, Portugal acordou adquirir cinco aeronaves KC-390 e um simulador, tendo já sido entregues três, com o objetivo de substituir os Hercules C-130, por um valor de 850 milhões de euros. Aquando da cerimónia de entrega das primeiras cinco aeronaves A-29N Super Tucano, o Governo e Embraer assinaram uma carta de intenção para abrir uma fábrica daqueles aviões, em Beja. No penúltimo dia do ano passado, o Estado-Maior da Força Aérea lançou um concurso público para a construção de um edifício destinado à Esquadra de Voo do sistema de armas A-29N, a implantar na Base Aérea n.º 11, em Beja. O procedimento tem um preço base de 2,85 milhões de euros, sem IVA, e um prazo de execução de 420 dias. Pormenores Aquisição O Conselho de Ministros 12 de dezembro de 2024, aprovou uma resolução em que "investe cerca de 200 milhões de euros na aquisição de doze aeronaves A-29N Super Tucano, simulador de voo e bens e serviços de sustentação logística, à Embraer, S.A". Características Os A-29N Super Tucano adquiridos à Embraer destinam-se à formação avançada de pilotagem e missões de apoio aéreo próximo para operações conjuntas e ou combinadas. Esquadra As aeronaves brasileiras vão integrar a Esquadra 101-"Roncos", da Base Aérea N.º 11, em Beja, uma subunidade de Instrução Elementar e Básica da FAP, que desde 1989 utiliza as aeronaves de fabrico francês, EPSILON TB-30.