EXCLUSIVO: CONSELHEIRA DA DIÁSPORA COM UM CARGO DE ELEVADA RESPONSABILIDADE EM ANGOLA
2026-01-05 22:09:03

Manuela Pardal, encontra-se a trabalhar em Angola há 15 anos, é gestora e teve um convite para ir trabalhar para a Refriango, para montar uma cadeia logística que é a sua área de atuação. Trabalhou lá uma série de anos e regressou a Portugal para integrar a Ogma, onde esteve no Conselho de Administração. Mais tarde, a Refriango voltou a contactá-la e regressou novamente a Angola pela segunda vez, onde se encontra desde 2021. Neste momento encontra-se a trabalha na TAAG Linhas Aéreas de Angola, que é a companhia nacional de bandeira do país e é administradora para a área das infraestruturas. A TAAG conta com 2300 a 2500 funcionários, é uma grande empresa e está em muitos outros países, de salientar: Portugal, Joanesburgo, Cape Town, entre outros sítios. Em Angola há uma comunidade portuguesa elevada e bem integrada, conta com um núcleo muito coeso, o que facilita a vida dos emigrantes, pois sente-se todos os dias um pouco de Portugal. Integrou em 2025 o Conselho da Diáspora Portuguesa e é uma das mais recentes Conselheiras. O que fazem em concreto os portugueses em Angola para se sentirem mais próximos da terra Natal? Há bastantes Associação de Eventos, “mas neste momento como sou recente no Conselho da Diáspora ainda não tenho uma presença muito ativa, mas o que nós pretendemos é a junção de negócios, cultura, ou seja uma série de elementos de Portugal que possam ser levados para os países onde estamos”, salienta a Conselheira. Tem 59 anos de idade, e vive em Talatona, que fica a sessenta quilómetros de Luanda. Para colmatar as saudades de Portugal, têm sempre muitas atividades e encontros. “Fazemos muitos almoços juntos e aos fins de semana, reunimo-nos muito onde há sempre gastronomia portuguesa presente”. Mas sente um pouco falta de poder andar na rua. Não é que seja perigoso, tem a ver com a infraestrutura em si. “Em Portugal temos a facilidade de fazer quase tudo a pé. No sítio onde moro em Lisboa posso fazer tudo a pé e isso é o que eu sinto mais falta.” Refere Manuela. Mas as coisas tendem a melhorar paulatinamente em Angola, o mundo está a mudar e Angola não foge à regra. Lígia Mourão