pressmedia logo

AS EXPECTATIVAS E OS DESAFIOS DE LÍDERES DA ECONOMIA PORTUGUESA PARA 2026

Negócios Online

2026-01-02 11:39:03

A instabilidade geopolítica, a falta de mão de obra e as novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial, são desafios para este novo ano. Saiba o que perspetivam os líderes da economia portuguesa para os próximos 12 meses. Negócios jng@negocios.pt Vice-Governadora do Banco de Portugal Sem desfecho à vista para as tensões geopolíticas e comerciais, persistem na Europa os desafios de segurança, cibersegurança, inovação e IA, competitividade e alterações climáticas. Espera-se que o setor financeiro em Portugal se mantenha resiliente, contribuindo com estabilidade para o funcionamento da economia, e que a inflação continue ancorada nos 2%. O novo ano é crucial para a materialização dos investimentos do PRR, que chegam ao fim em 2026, pelo que deverão acelerar. Para a confiança de consumidores e investidores é importante que a Europa consiga passar dos diagnósticos à ação e avance na implementação de uma estratégia com efeito de escala. 2026 é o ano do teste: será que a agulha da bússola da competitividade, de facto, mexe?  Diretor-geral da Tabaqueira     Portugal tem pela frente um ano decisivo para potenciar o crescimento económico. Para isso, o país deve assegurar estabilidade fiscal e regulatória, investir em talento qualificado e garantir processos mais simples, que permitam às empresas planear e escalar operações a partir do território nacional.  A Tabaqueira, empresa quase centenária, conta com 1.500 colaboradores altamente qualificados, com um perfil cada vez mais ligado à tecnologia, integra um grupo que já investiu mais de 420 milhões de euros no país. A empresa duplicou o número de trabalhadores desde 2017, exporta 91% da produção, trabalha com mais de 3.000 fornecedores e vai continuar a investir em Portugal. Se o país assegurar um ambiente estável e simplificar processos, Portugal vai dar o salto que merece. Secretário-Geral da Associação Business Roundtable Portugal Num contexto de Assembleia [da República] fragmentada e incerteza geopolítica é fácil distrairmo-nos com questões menores ou lamentos, mas 2026 está cheio de oportunidades: a concretização das reformas do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, que devem libertar empresas e portugueses da burocracia, permitindo aproveitar plenamente o mercado único europeu como mercado local e reforçar escala e crescimento. O futuro é o que fizermos dele e acreditamos que Portugal pode e deve ser muito melhor. CEO do Millennium bcp Encaro 2026 com ânimo e otimismo reforçado, confiante nas perspetivas de desempenho da economia portuguesa e na capacidade do Millennium bcp para liderar em inovação e se distinguir na satisfação das necessidades financeiras das famílias e do tecido empresarial. Estou convicto que apesar da persistente complexidade do contexto geopolítico, os portugueses saberão privilegiar e mobilizar-se em torno das opções que induzam o crescimento económico e salvaguardem um clima de confiança indispensável ao desenvolvimento de um modelo social mais justo e equilibrado, criando condições para que o país prossiga uma trajetória sustentada de crescimento e desenvolvimento económico e social.  Secretária-geral da AHRESP Para a AHRESP, 2026 antecipa-se como um ano exigente, mas também de adaptação e oportunidade. Persistem desafios estruturais , escalada da inflação, pressão fiscal, escassez de trabalhadores, assimetrias territoriais e metas nacionais de sustentabilidade ,, que exigem políticas públicas mais ajustadas à realidade das empresas, das populações e das regiões. Em paralelo, o desenvolvimento turístico deverá acentuar os benefícios para os territórios, reforçar a coesão social e o bem-estar das comunidades, evitando modelos de crescimento assentes apenas no volume.  Em 2026, será também crucial acelerar a adoção de ferramentas como a inteligência artificial, que pode ajudar na gestão, eficiência operacional, controlo de custos e tomada de decisão. A incorporação destas soluções é decisiva para fortalecer a sustentabilidade e a competitividade dos negócios, permitindo que os empresários cumpram plenamente a sua função primordial: criar valor, distribuí-lo e gerar mais e melhor emprego.  “Chief Development” da Sonae 2026 deverá continuar a ser marcado por elevada incerteza geopolítica, tensões comerciais e uma aceleração estrutural da inteligência artificial, com impactos diretos nos modelos de negócio e na competitividade. A estabilização das taxas de juro na Zona Euro poderá criar um enquadramento financeiro mais previsível, favorecendo o investimento e o planeamento de médio prazo. Neste contexto, Portugal deverá destacar-se positivamente no quadro europeu, beneficiando do crescimento do emprego e do reforço do poder de compra, que deverão sustentar o consumo, apesar das pressões no mercado imobiliário. A disciplina orçamental e a eficiência na despesa pública serão determinantes para assegurar um ambiente fiscal mais competitivo para pessoas e empresas, apoiar o crescimento e atrair investimento.  CEO da Nestlé Portugal Para 2026 estamos a considerar vários aspetos que influenciam a nossa indústria. Do ponto de vista externo, as marcas têm que fortalecer os laços com os consumidores através da resposta às principais tendências de consumo e ser percecionadas como motores do mercado e da economia. Um exemplo é o envelhecimento da população que representa um desafio e uma oportunidade, exigindo produtos que respondam às necessidades nutricionais de uma sociedade em transformação. Internamente, é fundamental continuar a trabalhar na melhoria da produtividade, seja através da adoção de tecnologias de automação, seja através da simplificação de processos. Presidente do Conselho de Administração da Vila Galé      A economia vai continuando a crescer ligeiramente acima das previsões. A instabilidade e imprevisibilidade política vai manter-se. As ameaças de guerras vão continuar no horizonte enquanto à frente de vários países se mantenham personagens com alguns desequilíbrios emocionais e com necessidade de afirmação e ambição perversa. Mas acredito que o bom sendo vai prevalecer! A aposta intensa na cultura pode mitigar estes riscos. A comunicação social vai continuar com muitas dificuldades económicas e financeiras e vai ter de se reinventar para ressurgir em força, pois é importante manter este contrapoder ativo, mas com ética, rigor e qualidade. Talvez reduzir o sensacionalismo com más notícias e passar a divulgar tantas coisas boas que acontecem no país com uma mensagem positiva.  Espero que o novo aeroporto seja considerado um desígnio nacional e que os trabalhos arranquem em força. Que as obras do atual aeroporto acelerem; que o número de “slots” possa aumentar com alargamento dos horários para não perdermos negócio num setor que continua com potencial de crescimento e é indutor de transversalidade a toda a economia. Que seja implementada uma solução alternativa intercalar que pode passar pela utilização de um aeroporto já existente ou avançar com uma solução expansiva para o novo aeroporto, começando com uma pista e um terminal simples para conclusão a curto prazo e avançando com a expansão em paralelo de forma evolutiva incluindo as infraestruturas. Esta solução permitiria otimizar os investimentos na Portela e criar no curto prazo uma solução para desviar algum tráfego com um aeroporto simples, mas a crescer em paralelo. Portugal vai ser Campeão Mundial de Futebol. A reforma da administração pública com o empenho de todo o Governo e com apoios alargados vai dar os primeiros passos, conquistando aderentes na própria organização e mostrando que não é contra ninguém e a bem de todos permitindo um salto qualitativo da nossa economia. O novo Presidente a eleger vai ser mais interventivo, um dinamizador do país em todas as áreas e ajudar a criar com o Governo e a sociedade civil, uma “ideia” para este nosso país maravilhoso. Pode não acontecer, mas que seria uma grande conquista num país que tem um potencial tremendo de melhorar a vida de todos e reduzir a pobreza que a todos nos deve envergonhar. Para todos um bom Natal e um 2026 com grandes êxitos.  CEO do Banco BPI      Crescimento acima da Zona Euro, inflação controlada, taxas de juro praticamente estáveis depois de uma descida relevante. Este é o quadro em que acredito que iremos navegar em 2026, um panorama que convida ao investimento e que, em Portugal, deverá ser impulsionado pela execução acelerada dos fundos comunitários no último ano do PRR. Na Europa há espaço para algum otimismo em termos económicos, atendendo ao enfoque no avanço dos investimentos em defesa e ao plano de infraestruturas alemão. Globalmente, os investimentos em IA e os seus resultados, as tensões persistentes entre os EUA e a China bem como o tema da dívida pública e as políticas orçamentais, deverão manter-se como fortes “drivers” do sentimento global. Diretora Executiva da APDC Em 2026, Portugal deverá promover um desenvolvimento assente no conhecimento, na tecnologia e na colaboração efetiva entre ciência, empresas e Estado. A inteligência artificial, a digitalização dos serviços públicos e privados e o reforço das competências digitais serão decisivos para aumentar a produtividade e a competitividade da economia. Em paralelo, será crítico garantir coesão territorial e social, fixando talento no interior e promovendo uma transição digital e verde justa. O sucesso dependerá menos de planos isolados e mais da capacidade de execução, cooperação e visão de longo prazo.  Presidente da IP Portugal terá de continuar a afirmar-se face a desafios globais complexos, desde tensões geopolíticas e instabilidade económica até às alterações climáticas, com visão, inovação, resiliência. A aposta na simplificação de processos, inovação e IA será chave para incrementar eficiência na gestão das redes rodoferroviárias. A segurança e cibersegurança serão temas centrais, em que Portugal e também a Europa tem de investir significativamente, sendo o ano de 2026 determinante. 2026 deverá ser marcado por um incremento significativo no investimento público em ferrovia e rodovia, com impacto na mobilidade das pessoas e bens, na resiliência e na inovação. Para o efeito, a palavra-chave é: previsibilidade (na implementação estratégica).  CEO do Grupo Visabeira Antecipamos 2026 como um ano de consolidação e aceleração do crescimento da Visabeira. Prevemos um contexto económico mais estável, favorável ao investimento nos setores onde atuamos, nomeadamente nas telecomunicações, energia, indústria, construção e turismo. Reforçaremos o nosso foco na eficiência operacional, no investimento em inovação e a expansão internacional, consolidando projetos estratégicos na Europa e nos EUA. Mantemos o compromisso com a sustentabilidade e com a criação de valor, preparando o Grupo Visabeira para um futuro de maior competitividade e robustez.  Presidente da APEMIP Antecipar 2026 no imobiliário passa por aceitar que o mercado não vai corrigir de forma significativa, mas vai tornar-se mais exigente e seletivo. A escassez de oferta habitacional mantém a pressão sobre os preços, enquanto podemos assistir a uma procura que se desloca para zonas periféricas bem conectadas, onde a acessibilidade e a qualidade de vida ganham peso. Quem não estiver hoje a mapear essas geografias e a estruturar pipeline de produto chega atrasado a 2026. O mercado será mais polarizado e menos tolerante a propostas genéricas. Vence quem oferece habitação ajustada às necessidades reais, com preços claros e um discurso honesto. Do lado da APEMIP, o papel reforça-se como agente de profissionalização e credibilização do setor, num contexto de maior regulação. Em 2026, o improviso perde espaço e a estratégia, dados e antecipação ganham. Quem se preparar agora irá liderar depois. Presidente da CTP Prevejo que 2026 seja um ano ainda de alguma incerteza, seja a nível nacional, seja a nível internacional. Em termos internacionais, no próximo ano penso que dificilmente haverá um ponto final nos atuais conflitos, nomeadamente Rússia/Ucrânia e Israel/Palestina e, antes pelo contrário, poderá haver mesmo um aumento da instabilidade e da insegurança na Europa, devido às posições e decisões do governo norte-americano liderado por Donald Trump. A nível interno, viveremos uma estabilidade política possível, depois da aprovação do Orçamento do Estado, mas deveremos assistir a um aumento da conflitualidade social, devido sobretudo à nova Lei Laboral. A nível do Turismo, espero um ano na senda do que têm sido os anos mais recentes, ou seja, de crescimento moderado e sustentável. Por outro lado, espero que se resolvam os problemas de alguma insegurança que se vive no país; que se acabem de vez com os atrasos e longas filas, sobretudo no aeroporto de Lisboa e que tenhamos avanços nos dossiês TAP; Novo Aeroporto e Plano Ferroviário Nacional. CEO da Tekever A Tekever evoluiu de uma relação forte com organizações civis, como a EMSA e o UK Home Office, para um papel de apoio profundo à Ucrânia em missões de vigilância críticas. Entramos agora numa nova fase, estando a trabalhar com governos democráticos no desenvolvimento das suas capacidades de Autonomia. Isto exige grande agilidade e capacidade de operar em escala, assegurando total compliance com normas nacionais e internacionais. Agilidade em Escala com Compliance é um desafio exigente, mas essencial , e a Tekever está numa posição única para o liderar em 2026. CEO do Santander Portugal      Fazer de 2026 o ano da Europa deve ser o grande desígnio europeu: concluir o mercado único de 450 milhões e criar um espaço económico que realmente puxe pelo crescimento. Hoje, cerca de 80% da dívida empresarial é financiada por bancos e a sobreposição regulatória já retirou entre 2,7 e 4,1 biliões de euros em capacidade de crédito, quando precisamos de financiar as transições verde, digital e de defesa. Fiscalidade e supervisão têm de equilibrar estabilidade e crescimento. O relatório Draghi aponta o caminho, mas é preciso “fazer acontecer”. Em Portugal ainda temos muito para fazer. Com contas públicas sólidas, Portugal pode acelerar o investimento em áreas estratégicas, como a economia do mar e tecnologias de dupla utilização, e libertar pessoas e empresas para criar mais riqueza, simplificando os escalões de IRS e eliminando a derrama que trava o crescimento. Cabe a Portugal provar que pode, e quer, ir mais longe.  CEO da Start Campus Prevemos que 2026 seja um ano marcado por um crescimento económico estável, aceleração tecnológica e a expansão do papel da IA em diversos setores. A procura por infraestruturas digitais continuará a aumentar, impulsionada pela adoção da computação em nuvem, pelas necessidades de computação avançada e pela transição para sistemas mais eficientes em termos energéticos. Apesar de alguma incerteza geopolítica global, esperamos um investimento sustentado, com a cibersegurança, o desenvolvimento de talentos e a resiliência operacional a manterem-se como prioridades centrais. Portugal encontra-se numa posição privilegiada para aproveitar este momento e consolidar a sua posição de liderança no ecossistema digital europeu.  Responsável pelo negócio da BlackRock em Portugal     Prevemos que 2026 dará continuidade às transformações estruturais de 2025, em particular ao impacto crescente da IA na economia, na produtividade e nos mercados financeiros. A nível global, antecipamos um ambiente geopolítico marcado pela fragmentação, pela concorrência tecnológica e por tensões comerciais. A adaptação às mudanças nas cadeias de abastecimento e às exigências energéticas trará desafios, mas também oportunidades. Em suma, 2026 deverá ser um ano de crescimento moderado, mas resiliente, em que a seleção rigorosa de ativos, a procura de fontes idiossincráticas de rendimento e a capacidade de adaptação a um contexto volátil serão fundamentais para os investidores. Presidente do Conselho de Administração do dstgroup  O ano de 2026 será de crescimento. Com: mais emprego, continuar a melhorar salários, mais exportação, mais faturação e mais EBITDA. Diretora Executiva da APCC - Associação Portuguesa de Centros Comerciais     Encaro 2026 com otimismo cauteloso, prevendo um crescimento do PIB português em torno de 2,1-2,2%, superior à média da Zona Euro (cerca de 1,2%). Este avanço será impulsionado pela procura interna: o consumo privado beneficiará do aumento real dos salários, de um mercado de trabalho resiliente e de políticas públicas que sustentam o rendimento das famílias. O investimento ganhará impulso temporário dos fundos europeus, nomeadamente o PRR, enquanto o turismo continuará a demonstrar resiliência, conferindo dinamismo à economia face às dificuldades europeias. No entanto, riscos externos persistem, como incertezas geopolíticas e guerras comerciais que podem perturbar exportações e cadeias de abastecimento. Em suma, 2026 representa um ano de consolidação, com oportunidades para elevar a competitividade via inovação e sustentabilidade.  CEO do Banco Português de Fomento O Banco Português de Fomento será novamente o motor do financiamento da economia portuguesa em 2026, com base em múltiplos instrumentos de financiamento ao investimento das empresas em Portugal. Contamos acelerar o investimento das empresas, incorporar novos projetos de investimento direto estrangeiro, incorporar a Export Credit Agency para novos seguros de exportação, assimilar a nova DFI - Development Finance Institution - de Portugal para investimento de empresas portuguesas no estrangeiro e consolidar a fusão da nova Sociedade de Garantia Mútua. O BPF vai ajudar as empresas e os empresários a acelerar a economia portuguesa, com todos e por todos. Presidente da Sogrape Para 2026, acredito que o crescimento económico de Portugal dependerá da capacidade de transformar compromisso em ação, criar oportunidades e reforçar a competitividade.  Será essencial criar um enquadramento favorável ao investimento e ao crescimento económico. Para isso, é fundamental reduzir a penalização do sucesso através da fiscalidade, nomeadamente através da redução dos escalões do IRS e da derrama estadual, bem como da simplificação do sistema fiscal. A continuidade de medidas despenalizadoras do sucesso, aliada ao reforço dos incentivos à inovação e à Investigação & Desenvolvimento, e à atração e retenção de talento, permitirá construir um futuro mais próspero e dinâmico para Portugal. CEO da MEO 2026 deverá marcar um ponto de viragem para a competitividade europeia. A União Europeia precisa de uma abordagem mais dinâmica e prospetiva, assente num quadro regulatório ajustado à realidade e orientado para o futuro, capaz de impulsionar o investimento, a inovação e a resiliência do setor. Só com telecomunicações fortes, com “players” à escala adequada e foco no investimento de longo prazo, será possível concretizar a transição verde e digital da Europa e reforçar a sua competitividade, segurança e autonomia estratégica. Assim, a Europa poderá recuperar a desvantagem face a outras regiões do mundo e afirmar-se como líder global. Será também o ano em que Portugal deverá avançar com as reformas essenciais para acelerar o crescimento da nossa economia.  CEO do Bison Bank Num contexto de continuada incerteza geopolítica e económica, 2026 será marcado por maior estabilidade regulatória, com enquadramentos em cibersegurança e ativos virtuais a reforçar confiança e previsibilidade. Este cenário permitirá consolidar a integração entre finança tradicional e inovação tecnológica, seja pela inteligência artificial, seja pela convergência gradual com blockchain. O Bison Bank continuará a ser uma ponte estratégica entre investidores globais e a Europa, liderando esta transformação.  Presidente da CCP Os dois últimos anos, sob influência das eleições e das promessas eleitorais dos partidos, principalmente os que governam, satisfizeram muitas das reivindicações setoriais e levaram a um crescimento com base no consumo, conjugado com o aumento das receitas do Turismo. Nos próximos três anos, sem eleições, vai haver mais contenção, como é visível no OE26. Os níveis de crescimento vão manter-se modestos em 2026 podendo haver variações imprevisíveis como consequência das variáveis internacionais, que não controlamos.  Presidente da Anacom     Para 2026, destaco a crescente importância estratégica dos cabos submarinos enquanto infraestruturas essenciais para a conectividade internacional, a economia digital e a soberania e segurança. O crescimento do tráfego de dados, a crescente dependência de serviços digitais, o agravamento dos riscos geopolíticos e eventos climáticos extremos reforçarão a necessidade de maior resiliência, redundância e proteção destas infraestruturas. A segurança das redes assumirá um papel central, integrando de forma crescente dimensões físicas e cibernéticas, bem como mecanismos inteligentes, incluindo soluções baseadas em IA, de monitorização e resposta a incidentes. A cooperação entre autoridades, apoiada por um quadro regulatório robusto, será determinante para garantir a continuidade, segurança e confiança nas comunicações.  Presidente do IMT 2026 será de estabilidade política em Portugal, num contexto de crescimento económico e baixo desemprego, sendo que a maior ou menor conflitualidade social resultará da capacidade de diálogo do Governo com os parceiros sociais. A transição gémea nos transportes será acelerada por um conjunto de novos instrumentos legais e regulamentares e por uma maior capacidade do Instituto da Mobilidade e dos Transportes em apoiar essa transição. O consenso nacional alcançado nos últimos anos sobre a alta velocidade e o novo aeroporto permitem previsibilidade nos investimentos e consistência nos instrumentos de planeamento.  Cofundador e CEO da Powerdot O ano de 2026 marcará a entrada em vigor da nova regulação da mobilidade elétrica em Portugal e será, acima de tudo, um teste à maturidade do setor. A transição para um novo modelo, incluindo o fim do papel central da Mobi.E, representa uma mudança estrutural profunda. O grande desafio será garantir que esta evolução não resulte num retrocesso da interoperabilidade entre operadores, comercializadores e plataformas, em prejuízo da experiência do utilizador. A mobilidade elétrica só escala se continuar a ser simples, fiável e transparente para quem a utiliza. Em 2026, a tecnologia já existe e o capital também. O que estará verdadeiramente à prova será a capacidade do setor de executar bem esta transição, alinhar interesses e colocar o utilizador no centro, evitando fragmentação e perda de confiança no sistema. CEO do Pestana Hotel Group O turismo continuará a ser determinante para a economia nacional em 2026, mas será essencial tomar decisões que reforcem a posição de Portugal no panorama turístico mundial. É prioritário melhorar as condições dos aeroportos de Lisboa e do Algarve (este, sobretudo no verão), já que a experiência atual compromete a perceção do destino. O futuro aeroporto de Lisboa será igualmente decisivo para garantir capacidade, conectividade e resiliência num setor fortemente dependente da eficiência das infraestruturas. A evolução das relações entre a Europa e os Estados Unidos terá impacto na mobilidade e no contexto económico global, exigindo que Portugal assegure estabilidade e confiança. Quanto ao Grupo, antecipo um ano de crescimento sustentado, assente na solidez das operações e na capacidade de adaptação a um setor em mudança constante.  CEO da Sugal Encaro 2026 com confiança e sentido de responsabilidade. A nossa prioridade continuará a ser o crescimento orgânico do Grupo Sugal, reforçando a eficiência operacional, a inovação e a criação de valor nos mercados onde atuamos, sem deixar de estar atentos a oportunidades que complementem esta estratégia. A redução da carga fiscal sobre a atividade produtiva e uma desburocratização efetiva são decisivas para libertar recursos, acelerar decisões e aumentar a competitividade das empresas Portuguesas. Um ambiente mais previsível e simples é essencial para atrair investimento, criar emprego e apoiar o crescimento a médio e longo prazo.  Presidente da Fundação António Cupertino de Miranda 2026 será um ano de consolidação das tendências observadas em 2025: crescimento moderado das economias, agravamento das alterações climáticas, impacto crescente da inteligência artificial e aceleração das mudanças sociais, como o envelhecimento demográfico. As economias que investirem em educação e conhecimento terão clara vantagem competitiva. Enquanto pessoa otimista, destaco o reconhecimento da importância da literacia financeira na recente Estratégia de Educação para a Cidadania, como competência essencial e obrigatória em todos os anos de escolaridade. Desde 2010, a Fundação António Cupertino de Miranda tem implementado vários programas que mostram que, com foco e planeamento, é possível provocar mudanças positivas na sociedade.  CEO do Grupo Costa Nova Industria     Atualmente o ambiente global de negócios é caracterizado pela incerteza. A expectativa é que em 2026 ocorra um desanuviamento da conjuntura internacional deixando caminho para o inicio de um ciclo económico mais positivo, no entanto, não prevejo que tal possa ocorrer já no primeiro semestre pelo que a incerteza deverá permanecer. As novas tecnologias são uma ameaça mas também uma oportunidade, a nossa empresa acredita no futuro da indústria em Portugal e vai continuar a investir.   CEO da Brisa Antecipo um ano de bom crescimento económico para Portugal se a população continuar a crescer. Ser cuidadoso na integração dos imigrantes é importante. Desejo muito que os impostos sobre o trabalho e as empresas possam continuar a descer sem desequilíbrios orçamentais.  Espero muito que a justiça económica seja alvo das reformas necessárias para ser mais célere e a relação entre as empresas e o Estado possa ser equilibrada. O mau funcionamento da Justiça é um problema económico grave e piorou nos últimos anos. CEO da Generali Tranquilidade     A nível internacional, a principal incógnita continua a ser a estabilidade (ou a falta dela) na política norte-americana relativamente ao comércio internacional. Em 2025, verificou-se que a decisão inicial de aplicar tarifas significativas e abrangentes funcionou mais como uma ferramenta de negociação do que como expressão de uma política protecionista. Em Portugal, a viabilidade do Orçamento do Estado, assegurada pela abstenção do PS, confere alguma tranquilidade e fôlego ao Governo para 2026. No entanto, a fragmentação parlamentar e a polarização da arena política irão colocar sérios desafios à implementação de medidas reformistas. Em 2025, assistimos a iniciativas com impacto na classe trabalhadora, pelo que será expectável que agora surjam propostas orientadas para o setor empresarial, nomeadamente no quadro fiscal.  Diretora-Geral da McDonald s Portugal     Apesar de um cenário macroeconómico mais favorável, a maioria dos portugueses continuará a restringir o consumo devido ao elevado peso dos custos de habitação. Perante este contexto, as empresas terão de reforçar a aposta na diferenciação e na criação de valor para o cliente, investindo em inovação e talento. A adaptação das operações à transformação digital e à utilização da inteligência artificial continuará a intensificar-se em 2026, com foco na produtividade e na geração de valor. A agilidade para responder ao contexto e às diversas necessidades dos consumidores será um fator decisivo para o sucesso das marcas.  CEO dos CTT No próximo ano continuaremos a sentir uma forte volatilidade internacional, fruto de uma pulsão de fragmentação, tensões geopolíticas por resolver e a crescente incapacidade da União Europeia apresentar uma agenda verdadeiramente mobilizadora dos Estados-membros como resposta a estes desafios comuns. Veja-se a inconsequência concreta resultante do Plano Draghi. Enquanto isto, a China prosseguirá a sua rota de crescimento e influência. A economia não gosta de incerteza, pelo que se mantêm ativos riscos de inflação ou de perturbações nas cadeias de abastecimento, entre outros fatores difíceis de prever, num contexto que apela à prudência em todos os setores de atividade. CEO do Grupo Greenvolt A instabilidade geopolítica e tensões comerciais indicam que 2026 dificilmente será muito diferente de 2025, não sendo expectável um regresso pleno a uma certa normalidade. No setor da energia, 2026 deverá manter uma forte dinâmica na transição energética e na redução da dependência de combustíveis fósseis. A aposta no armazenamento em baterias deverá continuar, área onde a Greenvolt está bem posicionada, tanto em projetos de grande escala como em soluções distribuídas. Na Greenvolt, continuaremos a desenvolver o “pipeline” de projetos de grande escala e a promover a rotação de ativos; a consolidar a nossa operação na geração distribuída na Europa; e a reforçar a eficiência operacional na biomassa sustentável.  CEO da Euronext Lisbon No que concerne ao mercado de capitais na Europa, e considerando o desempenho recente do mercado e o pipeline de operações, o ano de 2026 parece antever um maior dinamismo no financiamento das empresas através de operações de capital, sejam IPO ou aumentos de capital subsequentes. Esperamos continuar a assistir a um aumento do investimento, e dos investidores em mercado, em particular dos investidores individuais. E no que se refere às infraestruturas de mercado em particular, a adoção mais generalizada de processos com novos elementos de inteligência artificial começará a entregar ganhos de produtividade relevantes. O próximo ano também exigirá atenção ao contexto regulatório, com o primeiro pacote de medidas referentes à União da Poupança e do Investimento a colocarem também o mercado de capitais no centro da discussão política europeia e também nacional. É preciso ter em conta que uma parte dessas medidas é da competência dos Governos, e são críticas para o sucesso desta iniciativa.  Presidente do Conselho de Administração da ERSE A transição energética deixou de ser apenas uma ambição ambiental, assumindo-se hoje como um imperativo económico e estratégico. Portugal, beneficiando da sua localização geográfica, da abundância relativa de recursos renováveis, de um quadro legal e regulatório adequado e de talento, encontra-se na linha da frente deste processo. Em 2026, no setor elétrico, o foco regulatório estará na adaptação do quadro nacional ao novo desenho do mercado elétrico europeu, visando proteger consumidores da volatilidade de preços, facilitar a multicontratação, reforçar o financiamento, aumentar a resiliência do mercado e acelerar o acesso seguro a energia renovável. No setor do gás, o biometano será decisivo para aprofundar a descarbonização deste importante vetor energético de forma custo-eficaz, facilitando-se a descarbonização da indústria intensiva em energia. Aprimorar o quadro regulamentar em temas como a partilha de custos de ligação, tarifas de injeção, gasodutos virtuais e inversão de fluxos na rede, será prioritário para eliminar eventuais barreiras no biometano, viabilizando e facilitando a sua injeção na rede.  Presidente do LNEG  O LNEG deve afirmar-se como tradutor científico para a decisão pública, produzindo indicadores que apoiem políticas em energia, clima e recursos naturais. A sua vantagem comparativa nas matérias-primas críticas, na geologia económica e na circularidade permite reforçar o papel como entidade técnica de referência para a UE e nó nacional da UNRMS, através de projetos-piloto de “stockpiling”, recuperação de metais críticos e avaliação de cadeias de valor. No domínio da energia, 2026 exige mais engenharia, com foco no armazenamento, flexibilidade e integração em rede, apoiando a expansão das renováveis através de testes, validação, certificação e pilotos industriais. Na água, clima e adaptação, o LNEG pode liderar como “hub” científico-técnico nacional, apoiando municípios e avaliando custos e benefícios. Internamente, importa reforçar projetos transversais, equipas orientadas a missão e uma narrativa clara: o LNEG ajuda Portugal a decidir melhor num sistema energético e climático que já mudou. Administradora executiva da Fundação Calouste Gulbenkian     Em 2026, num mundo crescentemente fragmentado, incerto, polarizado e sujeito a choques, políticos ou tecnológicos, importa (ainda mais) ponderar cenários alternativos, privilegiando flexibilidade na ação e diversificação de mercados de procura e oferta. A disputa pelo acesso a energia e matérias-primas, bem como a adoção eficiente de novas tecnologias, ditará o futuro da competitividade das economias.  CEO do Grupo Bernardo da Costa Em 2026, Portugal e a Europa enfrentarão desafios exigentes: produtividade, transição digital, captação de talento e competitividade global. Será um ano que pedirá visão estratégica e liderança humana. Para o Grupo Bernardo da Costa, 2026 será decisivo: reforçaremos o compromisso com o bem-estar das nossas pessoas, avançaremos na internacionalização da AVPRO para Espanha, Angola, África do Sul, Marrocos e RDC e entraremos em novas áreas como marketing digital e consultoria de gestão. Um ano para crescer com propósito, ambição e impacto positivo.  CEO da Painhas O Grupo Painhas, presente em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Angola e Moçambique, acompanha de perto a evolução dinâmica do setor energético. A eletrificação, a expansão dos “data centers” e o avanço da inteligência artificial estão a transformar padrões de consumo e a criar novas oportunidades para modernizar redes e reforçar capacidade. Nunca houve tantas oportunidades, mas também nunca os desafios foram tão evidentes, exigindo talento qualificado e maior agilidade administrativa. A simplificação de processos é essencial para acelerar projetos num contexto em rápida mudança. A transição energética não espera e exige que Portugal e os seus parceiros internacionais acompanhem o ritmo que o futuro impõe, convertendo ambição em inovação e crescimento sustentável.  “Chairman” da Central de Cervejas e Bebidas As expectativas de desempenho da economia portuguesa para 2026 são otimistas, impulsionadas por uma subida do PIB nacional e o pleno emprego, sustentado pela recuperação do consumo interno e pelo aumento das exportações, especialmente em setores como tecnologia e produtos agrícolas, o que aumenta a confiança dos consumidores e estimula a economia local. O setor turístico continua a ser um pilar essencial da economia, estimulando o desenvolvimento de infraestruturas contribuindo para a criação de empregos e o fortalecimento de outras atividades associadas, como a restauração e o comércio. Para garantir um crescimento sustentável, é crucial investir na integração dos jovens no mercado de trabalho, apostar na formação continua, para uma maior qualificação da força de trabalho. Programas de requalificação devem ser desenvolvidos para setores em crescimento. Diversificar a economia e investir na inovação e tecnologia, já que a inovação e a digitalização são fundamentais para aumentar a produtividade. As empresas precisam de adotar novas tecnologias e métodos de trabalho que possam otimizar processos e reduzir custos. Por outro lado, também o aumento do turismo sustentável e a diversificação da sua oferta (como ecoturismo e turismo cultural) são fatores que podem impulsionar ainda mais este setor.  CEO da Bial A conjuntura internacional é muito desafiante e devemos preparar-nos para eventuais cenários menos positivos. Mantendo a estabilidade, Portugal tem oportunidades importantes para aproveitar. Devemos apostar no crescimento da economia incentivando o investimento, mexendo na derrama estadual e apostando nos setores inovadores e exportadores. Devemos ambicionar por resultados concretos no combate à burocracia.  CEO do Grupo Lusíadas Saúde As tensões geopolíticas e a instabilidade social continuarão a condicionar o crescimento económico em 2026, que se antecipa moderado. Neste contexto, é fundamental implementar medidas estruturais e de investimento em tecnologia para reforçar a competitividade, a nível europeu e nacional. Na Saúde, é imperativa a modernização do sistema de forma garantir uma oferta assistencial mais eficiente, sustentável e tecnológica. Paralelamente, a atração e retenção de talento manter-se-ão como prioridades estratégicas.  Neste cenário, será decisivo garantir estabilidade, previsibilidade regulatória e políticas que promovam o investimento e inovação, assegurando uma resposta de qualidade às necessidades de cuidados de saúde da população.  Secretário-Geral da ACAP Antecipamos 2026 com alguma prudência. O contexto político e económico internacional, aliado à crescente pressão da concorrência externa, pode influenciar o desempenho do setor automóvel, atualmente em plena transição tecnológica e ambiental. Portugal e a União Europeia devem reforçar o investimento no setor, promovendo a competitividade e a inovação. Em Portugal persistem desafios estruturais, como o envelhecimento do parque automóvel, a necessidade de revisão da fiscalidade do setor, o reforço dos incentivos à aquisição de veículos com baixas ou nulas emissões e a expansão da rede de carregamento , condição essencial para uma mobilidade mais sustentável.  CEO da Laskasas  Será um ano de crescimento para Portugal. 2025 já foi um ano de trajetória ascendente, e tem tudo para que 2026 continue nesse sentido, o principal fator preponderante para que isto aconteça, será uma boa gestão dos fundos do PRR, para que cheguem realmente a economia real e dentro do tempo que existe para os fundos serem executados. CEO do Super Bock Group Em face dos interessantes indicadores que a economia portuguesa tem vindo a registar, antecipo que esta poderá, em 2026, continuar a manter um saudável desenvolvimento. Naturalmente, e tendo em conta a considerável exposição da nossa economia ao exterior, será importante que não ocorram choques geopolíticos e/ou outros impactos fora do nosso controlo, que poderão afetar a sua estabilidade. A confiança e credibilidade internacional na economia portuguesa é hoje um facto, alavancando a sua capacidade de investimento. Assim, manter uma boa dinâmica de investimento, público e privado e se possível reprodutivo, sem colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas será, na minha perspetiva, decisivo. O país não pode alienar o capital de responsabilidade na gestão das finanças públicas que foi adquirindo nos últimos anos e que é fundamental manter. “Country Leader” da AWS Spain e Portugal      Portugal entra em 2026 com um caminho claro traçado, mas o seu sucesso dependerá de manter o impulso e concretizar as principais reformas anunciadas. Os esforços do Governo para construir um enquadramento regulatório que apoie a inovação e o investimento, em conjunto com políticas digitais estruturantes como a Estratégia Digital Nacional e a Agenda Nacional para a inteligência artificial, apontam na direção certa. Mas estas reformas têm de ser sustentadas e efetivamente implementadas , em particular na digitalização da Administração Pública e na adoção de tecnologias habilitadoras , se quiserem traduzir-se em maior investimento estrangeiro e num desenvolvimento económico duradouro para o país. CEO da i-charging O cenário geopolítico vai continuar incerto devido sobretudo à guerra Rússia/Ucrânia e ao posicionamento da Administração dos Estados Unidos. Isso pode condicionar a estratégia europeia, canalizando para outros fins o foco que deveria estar no aumento da competitividade face a outras regiões, na transição energética e na menor dependência tecnológica sobretudo na IA. Por isso antecipo um ano de retoma do crescimento do investimento nos setores onde atuamos, mas com moderação e alguma prudência.  CEO da Moeve Portugal     2026 deverá ser um ano de maior prudência para a economia global, com projeções a apontarem para um abrandamento do crescimento mundial num contexto de perspetivas frágeis, marcado por novas barreiras comerciais, tarifas mais elevadas e incerteza geopolítica. Em Portugal, as estimativas são um pouco mais positivas: a economia deverá acelerar em 2026, revelando resiliência, mas também exposição ao ambiente económico externo. Desejamos que 2026 traga estabilidade, essencial para reduzir a volatilidade dos preços da energia e criar condições mais previsíveis para o investimento e a competitividade. Negócios