KOENIGSEGG DEFENDE HÍBRIDOS A DIESEL COMO FUTURO DOS ELÉTRICOS
2025-12-31 22:09:16

Christian von Koenigsegg afirma que os veículos elétricos continuam limitados em viagens longas e locais remotos. Como alternativa, defende híbridos a diesel com combustível renovável, capazes de circular maioritariamente em modo eléctrico, com menor peso e impacto ambiental Christian von Koenigsegg afirma que os veículos elétricos continuam limitados em viagens longas e locais remotos. Como alternativa, defende híbridos a diesel com combustível renovável, capazes de circular maioritariamente em modo eléctrico, com menor peso e impacto ambiental Christian von Koenigsegg, CEO e proprietário da Koenigsegg Automotive AB, acredita que o futuro da mobilidade elétrica pode não passar exclusivamente pelos veículos 100% elétricos. Em declarações ao CarBuzz, defendeu que os híbridos - em particular os híbridos a diesel - oferecem uma solução mais versátil e realista para reduzir emissões. Segundo o empresário sueco, muitos utilizadores já reconhecem as limitações dos EV, sobretudo em viagens longas ou para zonas sem infra-estruturas de carregamento rápido, um problema que não deverá desaparecer num futuro próximo. Vantagens face aos elétricos de grande autonomia Para von Koenigsegg, os híbridos continuam a ser mais flexíveis e ambientalmente mais equilibrados do que os automóveis exclusivamente elétricos. Um híbrido a diesel poderia realizar cerca de 95% das deslocações em modo elétrico, recorrendo ao motor térmico apenas em viagens longas. Esse motor funcionaria com HVO, um diesel renovável, reduzindo significativamente as emissões globais. Além disso, uma bateria mais pequena tornaria o veículo cerca de 300 kg mais leve do que um EV de longa autonomia. Porque falharam os híbridos a diesel no passado Apesar do conceito, vários construtores abandonaram os híbridos a diesel. A Mercedes-Benz chegou a oferecer esta solução no GLE, e a Jaguar terá considerado algo semelhante no desenvolvimento do I-Pace. Entre os principais obstáculos estão a maior complexidade mecânica face aos híbridos a gasolina, os custos de manutenção e o facto de os motores diesel serem mais eficientes apenas dentro de uma faixa específica de temperatura - difícil de manter num sistema híbrido. O peso do Dieselgate e da regulação ambiental O escândalo Dieselgate contribuiu decisivamente para o afastamento dos fabricantes deste tipo de motorização. Num contexto regulatório cada vez mais rigoroso e focado na redução de emissões, poucas marcas estão dispostas a assumir riscos, mesmo com combustíveis renováveis. Menos complexo do que parece, diz Koenigsegg Von Koenigsegg rejeita a ideia de que um híbrido a diesel seja mais complexo do que um eléctrico puro. Argumenta que uma grande bateria envolve milhares de células e componentes, enquanto um sistema híbrido mais leve pode ter, a longo prazo, um menor impacto ambiental, desde que o uso do diesel seja residual. Extensores de autonomia voltam a ganhar destaque O sector começa, ainda assim, a reconsiderar soluções intermédias. Modelos como Leapmotor C1O REEV ou os BYD com Tecnologia DM-i, mostram um renovado interesse nos extensores de autonomia. Apesar disso, é provável que soluções baseadas em motores a gasolina, mais baratas e consolidadas, continuem a ser preferidas pelos construtores. A Koenigsegg, por agora, mantém-se fiel aos híbridos de alto desempenho, como o Gemera, sem qualquer motorização diesel no seu portefólio. Christian von Koenigsegg, CEO e proprietário da Koenigsegg Automotive AB, acredita que o futuro da mobilidade elétrica pode não passar exclusivamente pelos veículos 100% elétricos. Em declarações ao CarBuzz, defendeu que os híbridos - em particular os híbridos a diesel - oferecem uma solução mais versátil e realista para reduzir emissões. Segundo o empresário sueco, muitos utilizadores já reconhecem as limitações dos EV, sobretudo em viagens longas ou para zonas sem infra-estruturas de carregamento rápido, um problema que não deverá desaparecer num futuro próximo. AD AD Vantagens face aos elétricos de grande autonomia Para von Koenigsegg, os híbridos continuam a ser mais flexíveis e ambientalmente mais equilibrados do que os automóveis exclusivamente elétricos. Um híbrido a diesel poderia realizar cerca de 95% das deslocações em modo elétrico, recorrendo ao motor térmico apenas em viagens longas. Esse motor funcionaria com HVO, um diesel renovável, reduzindo significativamente as emissões globais. Além disso, uma bateria mais pequena tornaria o veículo cerca de 300 kg mais leve do que um EV de longa autonomia. Porque falharam os híbridos a diesel no passado Apesar do conceito, vários construtores abandonaram os híbridos a diesel. A Mercedes-Benz chegou a oferecer esta solução no GLE, e a Jaguar terá considerado algo semelhante no desenvolvimento do I-Pace. AD AD Entre os principais obstáculos estão a maior complexidade mecânica face aos híbridos a gasolina, os custos de manutenção e o facto de os motores diesel serem mais eficientes apenas dentro de uma faixa específica de temperatura - difícil de manter num sistema híbrido. O peso do Dieselgate e da regulação ambiental O escândalo Dieselgate contribuiu decisivamente para o afastamento dos fabricantes deste tipo de motorização. Num contexto regulatório cada vez mais rigoroso e focado na redução de emissões, poucas marcas estão dispostas a assumir riscos, mesmo com combustíveis renováveis. Menos complexo do que parece, diz Koenigsegg Von Koenigsegg rejeita a ideia de que um híbrido a diesel seja mais complexo do que um eléctrico puro. Argumenta que uma grande bateria envolve milhares de células e componentes, enquanto um sistema híbrido mais leve pode ter, a longo prazo, um menor impacto ambiental, desde que o uso do diesel seja residual. AD AD Extensores de autonomia voltam a ganhar destaque O sector começa, ainda assim, a reconsiderar soluções intermédias. Modelos como Leapmotor C1O REEV ou os BYD com Tecnologia DM-i, mostram um renovado interesse nos extensores de autonomia. Apesar disso, é provável que soluções baseadas em motores a gasolina, mais baratas e consolidadas, continuem a ser preferidas pelos construtores. A Koenigsegg, por agora, mantém-se fiel aos híbridos de alto desempenho, como o Gemera, sem qualquer motorização diesel no seu portefólio. Fernando Marques