CITRÖEN C5 AIRCROSS - TOPO DE GAMA ACESSÍVEL
2025-12-31 22:09:15

O novo porta-estandarte da Citroën traz o conforto e o refinamento para patamares de preço acessíveis. A versão mild hybrid de 145 CV é a mais apetecível - eregresso a um posicionamento que lhe é natural, como construtor de veículos familiares confortáveis, a Citroên tem no novo Cs Aircross um topo de gama à altura da história do duplo Chevron. A segunda geração do SuV do segmento c beneficia da migração para a plataforma STLA Medium da Stellantis, uma estreia na Citroên, para se apresentar maior e mais confortável. Além de beneficiar de um leque completo de ajudas à condução. Totalmente eletrificada, a gama conta com uma motorização 100% elétrica, um híbrido de bateria recarregável e o híbrido ligeiro, com arquitetura de 48 v, das imagens.com um preço base de 33 490 EUR, representa motorização mais acessível da gama C5 Aircross. Dentro da família Stellantis, onde a mesma plataforma serve de base a diferentes modelos, só o Peugeot 3008 (32 900 EUR) consegue um preço inferior. Opel Grandland (34 100EUR eJeep Compass (40 963 EUR) são mais dispendiosos. O mesmo é válido para concorrentes externos como O Renault Austral (37 230 EUR), VW Tiguan (38 725 EUR), Kia Sportage (37 915 EUR) ou Toyota Rav4 (48 280 EUR). Embora mantenha os 1,66 metros de altura, o Citroên C5 Aircross de segunda geração alargou 50 mm para os 1,90 m e esticou o comprimento até aos 4,65 m (mais 150 mm) e a distância entre eixos até aos 2,78 m. São mais 60 mm, 51 mm dos quais direcionados para o espaço para as pernas dos passageiros da fila traseira. Fiel ao protótipo Cs Aircross Concept, o novo SUV da marca do duplo Chevron rompe com as linhas arredondadas da primeira geração, para adotar um design mais anguloso. As óticas Matrix LED, exclusivas do nível de equipamento de topo Max (39 590 EUR), marcam a secção dianteira, com uma reinterpretação da assinatura visual de três pontos da Citroên. 2 CONDUçáO SOFA DESIGN Elevada, a linha de cintura realça a solidez da carroçaria, que parece fluir em direção à traseira marcada pelas Light Wings da Citroên. Estas consistem em duas pequenas aletas que se projetam da base do pilar c, criando dois pontos de luz exteriores destacados da moldura, parecendo flutuar como duas asas na lateral do automóvel. Uma solução que alia a espetacularidade do design à função aerodinâmica. O resultado do investimento pode ser medido pelo coeficiente cx de 0,75, inferior aos 0,84 da geração anterior e, nas motorizações PHEV e elétricas, pelo ganho de 30 km de autonomia EV em autoestrada. Desenhado sob o conceito Sofa Design da Citroên, o interior é dominado por um tablier longo e horizontal, concebido como uma peça de mobiliário da sala de estar. A secção inferior é revestida por uma espuma de alta densidade com toque de tecido, que se estende aos painéis das portas e aos bancos. Estes utilizam a tecnologia Citroên Advanced Confort para criar quatro lugares confortáveis. No entanto, apesar de os bancos traseiros poderem ajustar a inclinação das costas entre os 216 OS 33 graus e, nesta versão Max, serem aquecidos, perdeu-se a calha e respetiva possibilidade de ajuste longitudinal da primeira geração. As costas mantêm o rebatimento 40:20:40 e a bagageira, embora tenha encolhido ligeiramente para os 651 litros, deixou de variar em função da motorização. Neste nível de equipamento mais completo, o movimento do portão é elétrico. Em contraste com a suavidade da espuma que reveste a secção inferior do tablier, a generalidade dos plásticos tem toque e aparência básica. Ainda que a montagem pareça sólida. Como um prolongamento da consola para o tablier, o novo ecrã tátil de 13 polegadas, denominado Cascata, é o centro de integração com O C5 Aircross. Orientado em posição vertical, apresenta quatro zonas distintas, com destaque para a grande área central personalizável e para a zona inferior com acesso direto aos comandos da climatização do condutor e passageiro. Estes dois bancos têm regulação elétrica, aquecimento, ventilação e função de massagem. SEM PRESSAS Sem surpresas no que respeita às motorizações, a versão mild hybrid do Citroên Cs Aircross combina o bloco 1.2 de três cilindros e 136 cv com um motor elétrico de 12 CV instalado na caixa de dupla embraiagem e seis velocidades para desenvolver um total de 145 CV. Valor interessante para um SUV com pouco mais de 1,5 toneladas, desde que não se tenha pressa, como os 11,2 segundos do arranque até aos 100 km/h deixam bem claro. O motor elétrico, alimentado por uma bateria de 0,88 kWh (0,43 kWh úteis), está mais orientado para poupar gasolina õno pára-arranca do que facilitar ultrapassagens, que devem ser bem calculadas. Especialmente no modo Eco, cujas limitações de potência e binário demoram a ser anuladas pelo kick-down. Optar pelo modo Sport não produz resultados que compensem o aumento da sonoridade do motor 1.2, levado a explorar regimes mais elevados. Em cidade e no modo Eco o ruído torna-se menos presente, substituído pelo turbilhão aerodinâmico da zona das portas, se a viagem for em autoestrada. A caixa tem patilhas no volante para o modo manual e para selecionar os três níveis de intensidade da travagem regenerativa. Independentemente do modo de condução escolhido, a melhor média ponderada que registámos foi de 7,2 1/100 km, consideravelmente acima dos 5,6 l/100 km oficiais. Herdeiro de uma longa tradição de automóveis confortáveis, o Cs Aircross recorre aos amortecedores de batentes hidráulicos progressivos para suavizar o pisar. o resultado é notável, com o SUV a destacar-se da concorrência, mesmo dos primos de plataforma, ono capítulo do conforto de rolamento. As jantes de 19 polegadas, com pneus 225/55, contribuem para absorver irregularidades e até para subir passeios sem medo. O balanço da carroçaria em estrada é agradável e perfeitamente amparado pelos bancos envolventes. Acabada de estrear, a segunda geração do Citroên Cs Aircross pode não corresponder à definição de topo de gama adotada por outras marcas. No entanto, é o maior e mais confortável veículo do construtor do duplo Chevron, fazendo uma justa homenagem aos modelos de outros tempos. Os materiais oferecem uma qualidade ajustada ao patamar de preço, que é muito competitivo. Os consumos e a falta de refinamento do motor são as principais falhas desta versão mild hybrid. o Os AMORTECEDORES DE BATENTES HIDRAULICOS PROGRESSIVOS CONTRIBUEM PARA CRIAR A SENSAçAO DE TAPETE VOADOR LIMITES ALARGADOS Os 200 mm de altura ao solo expandem os limites do c5 Aircross para além do asfalto. o pack Drive Assit 2.0 permite condução autónoma de nível 2. As óticas Matrix LED são do nível de equipamento Max. Tal como o portão traseiro elétrico CITROEN C5 AIRCROSS MAX PREçO 33 490 EUR (39 590 EUR VERSAO ENSAIADA) MOTOR GASOLINA 3 CIL. 1199 CC + 1 ELETRICO POTENCIA 145 CV (107 KW)/5500 RPM | BINARIO MAX. 230 NM/1750 RPM CAIXA AUTO 6 VEL. TRAçAO DIANTEIRA ACEL. 0-100 KM/H 11,2 SEG. VEL. MAX. 198 KM/H CONSUMO 7,2 L/100 (5,6 1+) COMP: 4,65 LARG. 1,94 ALT. 1,69 (METROS) DIST. ENTRE EIXOS 2,78 (METROS) BAGAGEIRA 565-1668 (LITROS) *VALOR ANUNCIADO O CONFORTO PREçO EQUIPAMENTO O CONSUMOS ALGUNS PLASTICOS PRESTAçoES CONECTADO A integração Apple CarPlay e Android Auto dispensa cabos. o carregador sem fios está bem posicionado na consola e tem arrefecimento. Já os porta-copos por baixo estão num local pouco funcional RICARDO MACHADO