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CÓNEGO DOUTOR JOSÉ MARQUES (12.08.1937 , 29.01.2021)

Diário do Minho

2025-12-03 09:04:02

Para além da sua actividade lectiva na Faculdade de Letras, o Doutor José Marques lecionou, por espaços mais ou menos duradoiros, na Universidade Portucalense / Infante D. Henrique, de que foi sócio fundador; nas instalações da Universidade do Minho; na Universidade Fluminense de Niteroi , Rio de Janeiro; na Biblioteca Apostólica Vaticana; na Universidade dos Açores (Ponta Delgada); na Faculdade de Filosofia de Braga; no Seminário Conciliar de Braga e na Faculdade de Teologia de Braga. . Simultaneamente, e sem prejuízo dos seus deveres clericais, o Cónego José Marques, consagrado Investigador Medievalista, foi autor de numerosas publicações, com os mais variados estudos monográficos sobre temas que vão desde Braga Medieval ao Mosteiro de Fiães - edifício, história, cartulário; desde os forais da Póvoa de Varzim e de Rates, aos forais de Barcelos e aos de Melgaço e Ponte de Lima; desde as Relações entre Portugal e Castela nos finais da Idade Média até ao Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama á Índia Enfim, quando somamos os estudos integrados em obras diversas, aí os números ultrapassam as quatro centenas, sem neles incluir a vastíssima colaboração na imprensa diária e periódica, com centena e meia de artigos com sabor histórico, alguns deles sobre temas que à Arquidiocese de Braga muito dizem respeito. ASSOCIAÇÕES CIENTÍFICAS E CULTURAIS A importância, vastidão e transversalidade dos trabalhos do Professor José Marques é perfeitamente compreensível, face à sua integração em diferentes Associações Científicas e Culturais, tais como: Académico de Número da Academia Portuguesa de História; Membro do Centro de His-tória da Universidade do Porto; sócio do Instituto Cultural Galaico-Minhoto, de que foi co-fundador, em 8 de novembro de 1982; correspondente da Real Academia de la História de Madrid; sócio fundador da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, com sede em Lisboa; sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais; mem-bro da Comission Internacionale de Diplomatique, desde Setembro de 1986; desde 1989, membro do Comité International de Paléographie Latine; sócio Correspondente da Sociedade Martins Sarmento, de Guimarães, desde 1996; e sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfci o Bras Para além dos múltiplos trabalhos deste grande Mestre sublinharemos, cronologicamente, três grandes publicações a merecerem a nossa especial atenção: REEDIÇÂO do LIBER FIDEI/SANCTAE BRACARENSIS ECCLESIAE O CARTULÁRIO ALTO-MINHO E GALIZA/ ESTUDOS HISTÓRICOS O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES 1 , LIBER FIDEI (Edição crítica pelo Pe. Avelino de Jesus Costa e reedição melhorada e ampliada por José Marques (Prof. Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Trata-se de uma Obra Monumental - uma obra única cuja reedição, iniciada pelo eminente e saudoso historiador Doutor Avelino de Jesus Costa foi agora concluída pelo Professor Doutor José Marques. Para o ilustre Medievalista o Liber Fidei, contendo 954 documentos é um códice, isto é, um livro manuscrito que compila diversos documentos da Sé de Braga, como acordos, sentenças, testamentos, vendas, doações, notícias, emprazamentos, cartas de couto, eleições, cartas régias ou bulas apostólicas. A designação de Liber Fidei refere-se, portanto, à documentação nele recolhida, que é considerada digna de fé jurídica. O livro mais antigo, também conhecido por Livro dos Documentos inclui os textos distribuídos por vários séculos, desde 1 de Janeiro de 569 a Março de 1254. Para o Professor José Marques, a reedição permitiu fazer uma revisão do texto, in-troduzir as notas manuscritas e dotar a obra de índices e de um sumário em todos os documentos, que a tornam mais acessível aos historiadores, mas que é também um manancial da evolução linguística e das mudanças que se estavam a operar na sociedade. Logo de início, José Marques aproveitou para lembrar a grande angústia do seu mestre Avelino de Jesus da Costa, por não ter concluído a reedição desta obra fundamental para a história da Igreja e do país. Presente na sessão de apresentação o Arcebispo Primaz D. Jorge Ortiga, referindo-se ao autor da edição crítica do Liber Fidei enalteceu, não só a importância do Professor Avelino de Jesus Costa, como também o reconhecimento devido ao Professor José Marques: se o trabalho da edição crítica foi do Cónego Doutor Avelino Costa, também é justo reconhecer que nunca conseguiríamos editar esta obra sem as ampliações e melhorias introduzidas pelo Cónego José Marques. O seu talento e capacidade para manusear textos antigos são reconhecidos pela comunidade académica e pela sociedade. Sem ele não t eria sido possível esta obra ( ). A propósito, aliás, da intensa e profícua colaboração de José Marques com o Professor Avelino de Jesus Costa, o Dr. Filinto Vieira fez-nos chegar às mãos o seguinte elucidativo texto: Em idade avançada, o Prof. Dr. Cónego Avelino de Jesus Costa empreendeu o trabalho da 2ª edição da sua notável obra O Bispo D. Pedro e a organização da Arquidiocese de Braga, em 2 volumes. No prefácio do 1º volume editado em 1997, o autor confessou que perante o esforço esgotante, a idade e o agravamento do seu estado de saúde, benefci iou da colaboração de várias pessoas, entre as quais destaca a elevada contribuição do Professor José Marques, declarando: O Professor Cónego José Marques ajudou-nos e estimulou-nos sempre a avançar com o nosso trabalho a que deu uma colaboração tão dedicada que o podemos ter por braço-direito. Bem haja. Entretanto, o trabalho de José Marques prosseguiu na preparação do 2º volume que veio a ser publicado em 2000 (pouco antes da morte do autor) , Dez.de 2000), tendo então assumido a apresentação integral da obra “O Bispo D. Pedro e a organização da Arquidiocese de Braga” na contracapa deste volume. NOTA: Relativamente a este assunto (Liber Fidei), recomendamos a pormenorizada leitura do artigo do Cónego José Marques publicado no Diário do Minho de 27 de Dezembro de 2013, bem como o trabalho do Doutor Ernesto Português no referido jornal de 22 de Fevereiro de 2017. 2 , O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES, Volume I; Agosto de 2016. Segundo as doutas palavras do Professor José Marques, o valor deste ou de qualquer outro Cartulário1) , independentemente da sua eventualidade artística e literária , reside sempre na essência e natureza jurídica dos documentos que encerra, dada a sua importância para a defesa do património e dos direitos do respectivo titular.com efeito, e em última estância, é sempre este o objectivo que preside à elaboração de qualquer cartulário, respondendo à preocupação de evitar eventuais extravios da documentação avulsa. ( ) O nosso projecto visou, essencialmente, facilitar o acesso dos interessados à colecção documental, enquadrada na visão global da história do Mosteiro de Fiães, que interveio, como parte, na elaboração destas mais de quatro centenas de documentos, procedeu à sua organização e assegurou os aspectos fundamentais da descrição externa e respectiva estrutura codicológica e soube conservá-lo, durante séculos, até à sua extinção, em 1834. 2.1 , O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES; Volume II /FAC-SIMILE; Agosto de 2016. O Volume II, em Fac/Simile, do Cartulário do Mosteiro de Fiães, de que apresentamos um significativo pormenor permite-nos sublinhar, segundo José Marques, as possibili-dades de análises comparativas que proporcionará aos investigadores, nos domínios da paleografia e da codicologia2) dos mosteiros do Norte de Portugal e da vizinha Galiza , sem esquecermos as dimensões de âmbito peninsular , ao mesmo tempo que contribuirá para a internacionalização do conhecimento do Mosteiro de Fiães, onde foi elaborado, e da unidade administrativa em que, após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, passou ec ontinua a estar integrado , Melgaço. ( ). 1) , Por definição, Cartulário deve entender-se como um livro ou rolo manuscrito onde antigamente se registavam títulos de propriedade, concessão de privilégios, cartas de doação, de vendas , de um mosteiro, igreja, corporação 2) , Relativo a Códice (pergaminho manuscrito, contendo as obras de um autor clássico, que tem a forma semelhante à dos livros actuais). HISTÓRICOS Trata-se de uma Obra estruturada em cinco capítulos, distribuídos ao longo de 903 páginas, com uma excelente introdução do Prof. Doutor Viriato Capela, da Universidade do Minho, nesta obra são-nos referenciados por José Marques, numerosos textos onde é possível construir o Roteiro dos estudos e fundos documentais, arquivísticos e de coletâneas que interessam à nossa História Local e Regional, nomeadamente para o Alto Minho e Galiza Meridional e, ainda, ao Minho e à Galiza, ao tempo da sua mais forte e comum identidade. Igualmente ali são recolhidos os artigos escritos pelo Autor até 2016, com referência específica ao território do distrito de Viana do Castelo como, aliás, podemos verificar pela respectiva síntese: Capítulo I , O Alto Minho na História Nacional; Capítulo II , Horizontes Culturais e Religiosos; Capítulo III , Territórios, economias e fronteiras; Capítulo IV , Patrimónios e instituições eclesiásticas e paroquiais; Capítulo V , Vilas, Póvoas, Paróquias, Fo - rais e Concelhos. RECONHECIMENTO PÚBLICO De entre as mais significativas manifestações de reconhecimento pela Obra que o eminente Investigador nos legou, anotamos as seguintes do foro público/institucional: 1 , Atribuição da Medalha de Mérito, grau ouro, da Câmara Municipal de Braga, em 1993, conforme testemunha o documento do Arquivo da Câmara Municipal de Braga (Acta Nº 23/93 a seguir transcrita). 2 , Atribuição da Medalha de Ouro da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 2003; 3 , Atribuição da Medalha de Mérito, grau ouro, da Câmara Municipal do Porto, em 2004; 4, A esta ilustre Figura da intelectualidade bracarense e Medievalista de renome nacional e internacional foi prestada, em justo reconhecimento, uma sentida homenagem pública da Junta de Freguesia de S. Vicente, em 06 de Dezembro de 2011, no 78º aniversário da criação da Freguesia - onde fixou residência durante longos anos até ao seu falecimento - com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural e respctivo Diploma. 5 , Na Universidade do Minho e sob proposta da Casa-Museu de Monção, igualmente foi atribuída pelo Governo Português ao Professor José Marques a Medalha de Mérito Cultural, em 28 de Abril de 2017. A condecoração ocorreu no âmbito de uma conferência internacional - Entre a história e os arquivos - que se assumiu como uma homenagem da comunidade de investigadores luso-galaica ao sacerdote da Arquidiocese de Braga que é apontado como o maior medievalista do Norte de Portugal e da Galiza. Para o ministro da Cultura, que presidiu à cerimónia, a condecoração governamental é justificada no trabalho relevante que o investigador tem feito pela cultura do país e traduz o reconhecimento do Ministério da Cultura do mérito elevado da extensa obra do investigador ( ). 6 , Segundo relato do jornal A VOZ DE MELGAÇO de Setembro de 2017, em 12 de Agosto de 2017 o Município de Melgaço, quis distinguir personalidades, instituições e empresas que se notabilizaram pelo contributo dado ao desenvolvimento do concelho nas suas várias vertentes: cultural, política, serviço público e dinamização empresarial. No centro de tudo estão as pessoas, prossegue a notícia. São elas que enriquecem a cultura com os seus trabalhos escritos de vária índole, bem como a divulgação da história do nosso concelho. No caso: Doutor José Marques, Dr. Carlos Pereira de Lemos, Padre Júlio V az, este a título póstumo; ( ). FALECIMENTO / NOTA DE PESAR DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA Aquando do falecimento do Doutor José Marques, a Câmara Municipal de Braga, em reunião do dia 08 de fevereiro de 2021, aprovou um voto de pesar pelo falecimento do Cónego José Marques, ocorrido a 29 de janeiro de 2021. O sacerdote da Arquidiocese de Braga destacou-se na investigação histórica e no ensino universitário, como um dedicado investigador da história medieval e um humanista que deu um contributo relevante à afirmação da identidade de Braga e à projeção internacional da cidade dos Arcebispos. Desta forma, o Município de Braga ende-reça à família, amigos e instituições com as quais colaborou, bem como a toda a comunidade bracarense, o mais profundo e respeitoso lamento pelo desaparecimento de tão ilustre figura da nossa Cultura local ( ). Topónimos Em Melgaço: Em Melgaço, de onde José Marques era natural, nasceu o primeiro topónimo desta ilustre Figura, a quem foi dado um nome de Rua. , Reconhecendo que o melgacense José Marques, natural da freguesia de Rouças, é um exemplo pela marca que tem deixado por todo o país, a autarquia de Melgaço, em jeito de homenagem, atribuiu o seu nome a uma rua. A Rua da Escola é, agora, Rua Cónego Professor Doutor José Marques. O descerramento da placa aconteceu hoje, 12 de Agosto de 2022 conforme sublinhou, na ocasião, Manuel Baptista, Presidente do Município. Em Braga: Poucos dias após o falecimento do Professor José Marques, a Junta de Freguesia de S. Vicente, na habitual reunião do Executivo, em 08 de Fevereiro de 2021, decidiu enviar à Câmara Municipal de Braga um ofício onde sugeria a atribuição do topónimo para homenagear aquela notável Figura alto-minhota de nascimento e bracarense por adopção. Em 11 de Fevereiro do referido mês, o Diário do Minho, sob o título S. Vicente sugere nome do Cónego José Marques para topónimo de Zona nobre da cidade citava, nomeadamente: A Junta de Freguesia de S. Vicente solicitou à Câmara Municipal de Braga que o nome do Cónego José Marques, ilustre historiador e ex-vice-presidente do Comité Internacional de Paleografia Latina da UNESCO, recentemente falecido, seja homenageado através da atribuição de topónimo numa zona nobre da cidade. A autarquia de centro da cidade recorda que o professor José Marques, apesar de nascido em Melgaço, no Alto Minho, fez de S. Vicente a sua habitual residência ao longo de quarenta anos, tendo chegado muitas vezes a confdi enciar ao seu grande amigo, Domingos Alves, que se sentia um verdadeiro vicentino. Não só por uma questão de justiça, como pela enorme consideração que todos os bracarenses e, em particular, os vicentinos dedicam a este ilustre nome da cidade, aquele autarca defende que o ideal seria que a placa evocativa seja colocada em território da freguesia de S. Vicente. Certamente por dificuldades de ordem logística, só passados três anos e meio foi possível a aprovação por unanimidade do tão aguardado topónimo em reunião de Executivo Municipal de 08 de julho de 2024, conforme a seguir se documenta (Fig. 14). Fontes Consultadas: Diário do Minho: 27.12.2013; 05.01.2017; 22.02.2017; 30.01.2021; 06.02.2021; 11.02.2021; 06.03.2021; 08.05.2021; 14.05.2022; 15.05.2022;18.05.2022; 13.08.2022; Correio do Minho , 15.05.2022. MARQUES, José , LIBER FIDEI / SANCTAE BRACARENSIS ECCLESIAE; Reedição melhorada e ampliada (Tomos I e II); Braga, 2016; MARQUES, José , O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES; Volume I , Introdução. Transcrições. Índices; Agosto de 2016. MARQUES, José , O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES; Volume II , FAC-SIMILE; Edição: Câmara Municipal de Melgaço; Imagens: Universidade do Minho/Ar-quivo Distrital de Braga; Referência: PT/UM/-ADB/MON/ MF_1052/Cartulário do Mosteiro de Fiães; Agosto de 2016. MARQUES, José , ALTO-MINHO E GALIZA/ESTUDOS HISTÓRICOS; Edição da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho/Câmara Municipal de Melgaço , Março de 2017. Arquivo da Câmara Municipal de Braga; Arquivo da Junta de Freguesia de S. Vicente/Braga; Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea/Academia Portuguesa de História; Editorial Verbo, 2001. Anotações várias de registo pessoal. Nota: Como habitualmente, e na parte que me diz respeito, continuarei a escrever segundo a antiga ortografia. Nascido na freguesia de Rouças, concelho de Melgaço José Marques, após a instrução primária na terra natal, frequentou os seminários arquidiocesanos de Braga desde Outubro de 1949 até Julho de 1961, ano da conclusão do Curso de Teologia. Ordenado presbítero em 15 de Agosto desse mesmo ano integrou, logo de seguida, a equipa formadora do Seminário Conciliar até 1970. Simultaneamente, frequentou o Curso de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde obteve a licenciatura, ao fim de cinco anos de distinto aproveitamento. Na mesma Universidade, em 1982, obteve o doutoramento em História Medieval com a apresentação, em dois volumes, da dissertação: A arquidiocese de Braga no século XV e, como trabalho complementar: A administração municipal de Vila do Conde, em 1466. Dois anos depois, frequentou e concluiu o Curso de Bibliotecário-Arquivista, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 21 de Maio de 1987 foi integrado no Cabido da Sé de Braga onde, a partir de Outubro de 1990 e até à aposentação, exerceu as funções de Mestre Escola da respectiva Comunidade. Pormenores do Liber Fidei , (Original - fig. 2; reeditado - fig. 3). Fig. 4 , O Cónego José Marques dirigindo-se aos presentes. Edição de 2016 Uma das páginas do Fac/Simile. Edição de Março de 2017 O Ministro da Cultura felicitando o Professor Doutor José Marques. O Professor Doutor José Marques no uso da palavra, aquando da homenagem que lhe foi prestada pela Junta de Freguesia de S. Vicente. O Doutor José Marques recebeu das mãos do Presidente da Câmara de Melgaço a medalha de Cidadão Honorário. No descerramento da placa vêem-se, para além do Presidente do Município, a Professora Doutora Maria Cristina Cunha, antiga Assistente de José Marques na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e o Dr. Fernandes Marques, seu sobrinho, em nome da Família. Mapa ilustrativo da localização da Rua Cónego José Marques. DOMINGOS ALVES