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REGRESSO ÀS AULAS

Diário de Aveiro

2023-09-13 08:34:04

«O AEE vai continuar a trabalhar para atingir as metas do projeto educativo» Entrevista Helena Libório, diretora do Agrupamento de Escolas de Esgueira (AEE), revela que, para o ano letivo 2023/2024, se registou uma maior procura destes estabelecimentos de ensino, sobretudo na educação pré-escola e na Escola Básica de Esgueira Cláudia Azevedo: Como correu o último ano letivo? Helena Libório: O último ano letivo foi marcado pela recuperação das aprendizagens perdidas durante os anos marcados pela pandemia. Neste âmbito, implementaram-se diversas medidas no âmbito do Plano 21/23 Escola +. Durante o ano, registou-se, também, a procura das escolas do Agrupa - mento de Escolas de Esguei ra (AEE) por alunos vindos de outros países, que foi necessário acolher incluir e criar algumas condições para que os não falantes de português fossem fazendo a aprendizagem da língua portuguesa. No AEE existiam 29 nacionalidades e cerca de 20 por cento dos alunos eram de outras nacionalidades que não a portuguesa. O ano letivo 2022/2023 foi ainda marcado pelas reivindicações dos professores, que se traduziram em greves prolongadas e serviços mínimos. Este ano são esperados mais alunos? O AEE, em 2023/2024, tem matriculados 1.900 alunos. Este número é equivalente ao do ano letivo anterior. Todavia, registou-se um número significativo de crianças e de alunos que procuraram o AEE e não tiveram vaga, sobretudo na educação pré-escolar e no 1.º CEB, na Escola Básica de Esgueira, uma vez que a rede definida e a capacidade da escola não permitiram o seu acolhimento. Nos restantes ciclos, nos anos iniciais de ciclo (5.º, 7.º e 10.º anos), as turmas estão cheias e, também, sem vagas. Houveram mudanças na oferta formativa do agrupamento? A oferta formativa é a mesma do ano anterior, com exceção dos cursos profissionais. O AEE passou a oferecer, também, o curso profissional de Técnico de Desporto. Registou-se uma grande procura deste curso profissional e também do curso profissional de Técnico de Informática , Sistemas. Neste momento, quais são os maiores desafios da comunidade escolar? Os principais desafios prendem-se com a continuação da recuperação das aprendizagens. O plano 23/24 Escola+ (aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 80-B/2023) prolonga muitas das medidas de recuperação das aprendizagens para 2023/2024. Todavia, uma das medidas que existiu nos dois anos anteriores, que consistiu no reforço de crédito horário para atividades de recuperação das aprendizagens, deixou de estar contemplada no p l a n o 23/24, E s - cola +, o que se traduziu em menos recursos docentes. O AEE definiu o seu plano, recorrendo aos recursos existentes, de modo a atingir o desígnio a que este plano se propõe , recuperar as aprendizagens que constam dos dois grandes documentos de referência: o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obri-gatória (PASEO) e as A - prendizagens Essenciais das disciplinas. Outro grande desafio pren de-se com a saída a - centuada de professores para a aposentação e a entra da de novos professores no AEE, o que implica um trabalho de colaboração entre os que continuam e os que vêm de novo, de modo a não se perder a identidade do Agrupamento e a dar continuidade aos projetos em desenvolvimento. A nível nacional, o último ano letivo ficou marcado por várias greves, manifestações e rondas negociais, nomeadamente relativamente ao no - vo modelo de colocação e recrutamento de professores, bem como sobre o diploma que visa corrigir os efeitos assimétricos decorrentes dos períodos de congelamento das carreiras dos docentes. Que comentário faz a esta realidade? Como já referi anteriormente, foi um ano conturbado com esse processo. O que percecionei no terreno, no contacto com os professores, é que estes se sentiam injustiçados e reivindicaram, sobretudo, a recuperação do tempo de serviço congelado, bem como o fim da existência de vagas para acesso ao 5.º e 7.º escalões da estrutura da carreira. Como é sabido, algumas reivindicações dos professores tiveram respostas por parte da tutela que minimizam alguns dos problemas. Porém, uma vez que a recuperação total do tempo de serviço não foi alcançada, os sindicatos continuam a reivindicar essa recuperação. Este ano, grande parte dos docentes vão entrar nos quadros através do mecanismo de vinculação dinâmica, correto? Esta é uma das novidades do novo regime de gestão e recrutamento de professores? Os professores contratados que reuniam algumas condições (1095 dias de serviço, estar ao serviço em 31/12/2022 e ainda ter prestado 365 dias de serviço, nos dois anos anteriores) puderam vincular, ou seja, ingressar na carreira, uma vez que a entrada na carreira docente apenas se efetiva com a entrada no quadro. Este processo a - brangeu muito mais docentes do que o mecanismo anterior, através da chamada “norma travão”, que exigia que os docentes contratados tivessem três contratos seguidos com horário completo e anual para poderem concorrer à vinculação e entrar no quadro. Os professores que entraram no quadro através da vinculação dinâmica tiveram de concorrer ao concurso de mobilidade interna, tendo sido colocados em vagas declaradas pelas escolas, em agosto nas “necessidades temporárias” e na “1.º reserva de recrutamento” e, quando não obtiveram colocação nestas vagas, nas “reservas de recrutamento sequenciais”, em horários superiores a oito horas letivas. Esta situação também se vai verificar no Agrupamento de Escolas de Esgueira? No Agrupamento de Escolas de Esgueira a maioria dos docentes colocados nos horários declarados nas necessidades temporárias e na primeira reserva de recrutamento são docentes que vincularam através do mecanis - mo da vinculação dinâmica. Na segunda reserva de re cru - tamento, ainda foram colocados docentes que vincularam através da vinculação dinâmica. Estes docentes vão ser reposicionados na carreira, em 2023/2024, de acordo com o tempo de serviço que detêm e uma vez cumprido alguns requisitos, como o de avaliação e de formação. Na sua maioria, residem perto ou relativamente perto do AEE. No entanto, terão que concorrer no concurso interno 2024/ 2025, pelo que provavelmente não serão colocados no AEE, pois a sua colocação dependerá da dinâmica do concurso anual. O que se pode esperar do agrupamento para este ano letivo de 2023/2024? O AEE vai continuar a trabalhar com vista a atingir as metas do seu projeto educativo, em articulação com os seus parceiros - autarquia, associações de pais, empresas, universidades, associações, outras escolas , sempre com os alunos no centro da sua ação. Preço do material escolar aumentou 14 por cento Custo Uma das formas para tentar minimizar o peso na fatura passa por comparar os preços mais baixos para cada artigo De acordo com os dados divulgados pela plataforma Kuanto Kusta, a que a Lusa teve aces so nos últimos dias, o preço médio de um conjunto de materiais escolares essenciais registou um aumento de 14 por cento face ao período homólogo de 2022. A conclusão divulgada analisou o preço médio de um conjunto de itens escolares, que incluem lápis, esferográficas, cadernos, mochilas, estojos, compassos, calculadoras científicas e pen-drives. «O custo médio do cabaz para um aluno do 2.º ciclo atingiu 122,58 euros a 27 de agosto deste ano, um acréscimo de 15,22 euros em relação ao mes mo período de 2022, quando o custo era 107,36 euros», pode ler-se no comunicado. Assim, comprar o novo material escolar para os alunos está este ano 14,2 por cento mais caro do que em 2022, registando-se um aumento de cerca de 33 por cento face a 2021. A análise mostra que a maior diferença se verifica no preço das esferográficas, cerca de 57,9 por cento mais caras, destacando-se também os compassos (mais 19,8 por cento), os estojos (mais 18,5 por cento) e as calculadoras científicas (18,4 por cento). Do lado das famílias, o aumento dos preços é sentido «a todos os níveis» e o material escolar não é exceção, explicou a presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). «Há muitos materiais que são de facto indispensáveis e têm de ser as famílias a arcar com esses custos», referiu, recordando que, apesar de algumas autarquias a - poia rem os alunos mais carenciados com a disponibilização de alguns desses materiais, «todas as famílias deveriam ter a mesma oportunidade». Uma das formas de tentar minimizar esses custos pode passar por comparar os preços mais baixos para cada artigo, um exercício que pode permitir poupar até 21 euros. O cenário mais frequente é que os pais e encarregados de educação recorram às promoções feitas na época do regresso às aulas. Estratégias para poupar no regresso às aulas DICASCom as aulas a iniciar e com a inflação a fazer subir os preços de todos os produtos e serviços, é importante arranjar estratégias para poupar. Pode começar por fazer uma lista de tudo o que vai precisar para criar uma área de estudo irrepreensível. Esta é uma forma de ficar com uma ideia clara do que procurar. Depois, avalie o que sobrou do ano passado e compare com a lista de material que necessita agora. Também é importante pesquisar preços. Apesar de ser um processo aborrecido para muitos, pode ajudar a poupar uns trocos. Anote os preços e o local onde os materiais são mais baratos para que possa perceber se a di ferença de pre - ço compen sa o custo da deslocação. E xis tem também “sites” de com pra e vende “online” que po de aproveitar para consultar. Outra estratégia é comprar o material escolar mais cedo do que o habitual. Certamente que já deve ter reparado que no início do ano letivo o material escolar valoriza. É a habitual relação direta entre o aumento da procura e o aumento do preço. E, além disso, pode aproveitar as promoções, que se somam às campanhas das plataformas de compra e venda “online”. Venda o que tem em casa e já não precisa. É uma forma de libertar espaço e de ganhar dinheiro extra para investir no que falta. Por último, reutilizar pode ser uma boa opção. Pode falar com amigos e familiares e pedir-lhes para separarem os materiais, roupas ou equipamentos desportivos de que já não vão precisar no próximo ano letivo. Cursos de especialização da UA com candidaturas abertas até 14 de setembro Oferta formativa Os cursos de especialização destinam-se a quem tem a licenciatura concluída. Os interessados podem candidatar-se às “Bolsas Impulso para Adultos”, sendo que, para isso, é necessário ter aproveitamento Até amanhã estão a decorrer as candidaturas aos cursos de especialização da Universidade de Aveiro (UA). Os cursos de especialização na UA destinam-se a quem tem, pelo menos, licenciatura concluída e conferem créditos elegíveis para obtenção de equivalências no âmbito de outros cursos de pós-graduação, em particular de mestrados. De acordo com a instituição, em vários destes cursos os inscritos podem beneficiar de bolsa. «A UA está comprometida em proporcionar oportunidades e - ducacionais de alta qualida de para adultos que desejam a - primorar as suas habilidades e conhecimentos em diversas áreas», referem, em comunicado. Assim, os cursos de especialização propostos pela UA são construídos para atenderem às necessidades dos profissionais que procuram destacar-se nas suas áreas de atuação, bem como para aqueles que desejam explorar novos campos de conhecimento. Com o objetivo de apoiar a missão de tornar a educação acessível a todos, a UA disponibiliza as “Bolsas Impulso para Adultos” que são destinadas a ajudar financeiramente os alunos adultos que desejam prosseguir os seus estudos. A atribuição da bolsa está condicionada ao aproveitamento nestes estudos e, ao que tudo indica, será entregue após a conclusão do curso. Explicações entram como gastos escolares no IRS FINANÇAS Com um limite de 800 euros para todo o agregado familiar, o Fisco aceita 30 por cento das despesas de educação e de formação profissional, sendo apenas necessário que peça faturas com o seu número de contribuinte e que as valide na plataforma “online” e-Fatura. Conforme explica a Deco Pro teste, as explicações de qual quer grau de ensino podem ser declaradas com a apresentação da fatura-recibo do explicador, sendo que as faturas de centros de explicações não são consideradas pelo Fisco como despesas de educação por estarem sujeitas à taxa de 23 por cento de IVA. Apenas as faturas de entidades registadas com atividade sujeita a IVA de seis por cento podem ser deduzidas no IRS. Já na escola, podem ser deduzidas as taxas de inscrição, as propinas e as mensalidades para frequência de jardins-deinfância ou de estabelecimentos equiparados e escolas do ensino básico, secundário ou superior (mesmo que para a realização de mestrados e doutoramentos), públicos ou privados, desde que integrados no Sistema Nacional de Educação. Além disso, também são aceites as despesas com amas e a alimentação servida em estabelecimentos de ensino público ou privado. No que diz respeito à formação superior, estão consagrados os gastos de inscrição, propinas e mensalidade de universidades estrangeiras, e despesas com programas de intercâmbio, des de que a instituição integre o sistema de ensino oficial português, ou seja, reconhecida pelo Governo des se país. E ainda a inscrição, propinas, mensalidade e livros para mestrados e doutoramentos. Os estudantes com menos de 26 anos que frequentem estabelecimentos de ensino reconhecidos pelo Ministério da Educação localizados a mais de 50 quilómetros da residência permanente do agregado familiar podem deduzir as rendas de alojamento até ao limite de 300 euros anuais. Ficam de fora os gastos com material escolar, material informático e eletrónico, instrumentos musicais e outros materiais específicos para determinados cursos e roupa e calçado para a prática de educação física. Para o ano letivo de 2023/2024, o calendário de ações do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público revela que as matrículas e inscrições nas instituições de ensino superior dos candidatos colocados na segunda fase do concurso nacional vão decorrer de 17 a 19 deste mês, e para a terceira fase, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro. Universitários também regressam à sala de aula Escolha da mochila tem repercussões no futuro Saúde Entre os problemas causados pelas mochilas pesadas destacam-se a escoliose, a hiperlordose, a compressão de estruturas nervosas e, principalmente, a hérnia de disco A mochila é sempre um fator de destaque em cada início de ano letivo. Mais coloridas ou mais sóbrias, o mercado oferece múltiplas possibilidades. Mas quais são os aspetos que se devem ter em consideração? Vários especialistas sublinham a importância de optar por uma mochila com alças. As alças garantem um melhor suporte e diminuem as complicações futuras nas costas das crianças. E quanto mais largas forem as tiras, melhor. Escolha ainda as alças acolchoadas e que sejam ajustáveis, pois a mochila deve ser colocada bem junto às costas da criança. O tamanho da mochila também tem de ser considerado, uma vez que a parte superior das mesmas devem ficar logo abaixo do pescoço e a inferior ao mesmo nível da cintura. Se está preocupado com este tema, saiba que a mochila não pode pesar mais do que 500 gramas e não deve exceder mais do que 10 por cento do peso corporal de quem a vai utilizar. Para reduzir o peso da mochila, os encarregados de educação podem optar por utilizar cadernos separados e pequenos, para cada uma das disciplinas. Entre os problemas causados pelas mochilas pesadas destacam-se a escoliose, a hiperlordose, a compressão de estruturas nervosas e, principalmente, a hérnia de disco. Em alguns casos, o excesso de peso nos ombros provocado pelos objetos transportados na mochila pode prejudicar o desenvolvimento e contribuir para o desgaste da coluna vertebral. As crianças em idade escolar estão numa fase de crescimento e é nesta fase que muitos dos problemas posturais aparecem. Usar, repetidamente, uma mochila demasiado pesada numa idade precoce pode contribuir para o aparecimento de dores, particularmente ao nível dos ombros, do pescoço e da região lombar. Conforme avança o “site” do Serviço Nacional de Saúde, as consequências a curto prazo são dores de costas e de pescoço, enquanto que a médio prazo, se pode verificar a alteração da marcha e da postura. A longo prazo, serão visíveis lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo. Recorde-se que em 2017, o Parlamento aprovou um projeto de resolução, que inclui 11 medidas para diminuir o peso das mochilas escolares, de que são exemplo, a disponibilização de cacifos e a implementação de salas fixas para cada turma, de forma a evitar que as crianças tenham de transportar as mochilas nos intervalos. ESTGA amplia oferta formativa com novos Cursos Técnicos Profissionais Águeda Até dia 21 de setembro, estará a decorrer uma nova fase para candidaturas a oito CTeSP A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda da Universidade de Aveiro (ESTGAUA) abre o ano letivo 2023/24 com novos cursos, ampliando a sua oferta formativa. De 18 a 21 de setembro, a escola abre no va fase para candidaturas a oito Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) na área da gestão e das tecnologias. Estes cursos técnicos, não conferentes de grau superior e com duração de dois anos, caracterizam-se por assentarem «numa estreita relação com o mercado de trabalho da região (estabelecida através de parcerias com o tecido empresarial e industrial)», afirmou Fernanda Resende, membro da nova Comissão Executiva e responsável pela área da coordenação técnico-científica da Escola Superior. O ano letivo 2023/24 abre a 13 de setembro com diversas novidades a nível da oferta formativa, incluindo a abertura de um novo CTeSP pós-laboral, Metrologia e Qualidade na Indústria, coordenado pelo docente Alexandre Pires. Ainda com vagas sobrantes para a segunda fase de candidaturas, o curso visa «contribuir para colmatar a falta de profissionais na área da medição e monitorização dimensional», indicou o docente. «A colocação em funcionamento e consolidação da oferta formativa recentemente aprovada irá intensificar a relação com as empresas da região no sentido de favorecer a adequação dos ciclos de estudo à realidade do mercado de trabalho», acrescentou Fernanda Resende. O curso de Metrologia e Qualidade na Indústria, ainda em processo de aquisição de mais e modernos equipamentos, integra um leque de cursos que envolve novos alunos, sem experiência, e alunos com experiência profissional prévia nas áreas tecnológicas. Os CTeSP permitem, através também da realização de estágios ou projetos no último ano de estudos, conectar a aprendizagem na ESTGA-UA com a oferta profissional na região envolvente. Fernanda Resende afirmou ainda que estes cursos geram «capacitação, empregabilidade e desenvolvimento» que se manifesta na empregabilidade dos diplomados na região. Para a criação do curso pós-laboral de Metrologia e Qualidade na Indústria, com aulas das 18.30 horas às 23 horas, a ESTGA-UA contou com o apoio das empresas e entidades da região. O curso de Metrologia oferece a alunos inexperientes e a profissionais da área uma «formação de nível superior com as competências técnicas e profissionais adequadas para dar resposta às necessidades de quadros qualificados nas áreas de Metrologia e da Qualidade», disse o professor destas temáticas, Alexandre Pires. Estas áreas encontram-se em evolução e expansão nos «setores mais representativos do tecido industrial» da região de Águeda e Aveiro. Encarregados de educação não querem ensino remoto Estudo Para os encarregados de educação, as principais dificuldades vividas pelos alunos atualmente são a sobrecarga de trabalhos de casa, o método de ensino em vigor e o pouco tempo livre para brincarem De acordo com as conclusões de um estudo da “Consumer-Choice”, divulgado recentemente e a que o Sapo teve aces - so, o ensino digital e remoto está muito longe das preferências dos encarregados de educação em Portugal. Existem expectativas de um ensino mais digital, mas com a continuidade do formato presencial. Já 19 por cento vivem o regresso às aulas com ansiedade e muitos identificam a falta de tempo para brincar (12 por cento) e o excesso de trabalhos de casa (19 por cento) como desafios atuais das crianças. Em relação ao tipo de ensino que desejam para 2023, apenas seis por cento dos encarregados de educação gostaria que este fosse 100 por cento digital e ninguém deseja o ensino remoto. Há ainda 30 por cento que gostaria que hou vesse mais foco na criatividade e resolução de problemas, 16 por cento espera que haja uma abordagem mais personalizada, 15 por cento gostaria que fosse mais prático e menos teórico (comparado com o atual) e 12 por cento refere um maior destaque nas capacidades sócio-emocionais. Devido ao crescente uso de tecnologia e inteligência artificial, 23 por dos consumidores acredita que os dispositivos eletrónicos serão o maior investimento no regresso às aulas daqui a 10 anos, com 18 por cento a achar que irá gastar mais em licenças de “software” educacional e 13 por cento em livros digitais interativos. Apesar de a maior parte dos consumidores revelar que o regresso às aulas é sentido com entusiasmo (33 por cento), há também quem associe esta época a ansiedade (19 por cen - to) e o stress (12 por cento). Para os encarregados de educação, as principais dificuldades vividas pelos alunos atualmente são a sobrecarga de trabalhos de casa (19 por cento), o método de ensino em vigor (15 por cen to), o pouco tempo livre para brincarem (12 por cento) e o programa curricular (10 por cento). Por último, os principais desafios dos professores, percecionados pelos encarregados de educação, são o tamanho das turmas (18 por cento), os desafios na gestão do comportamento dos alunos em sala de aula (16 por cento) e as dificuldades associadas com a progressão de carreira e salarial (16 por cento). Marmitas O que levar para o lanche? ALIMENTAÇÃOCom as aulas à porta, a par com os livros, cadernos e roupa nova, as marmitas são uma preocupação para muitos encarregados de educação. Assim, podemos começar por referir que uma marmita saudável deve conter hidratos de carbono (como pão, batata, arroz ou massa), fruta e legumes (frescos ou saladas), uma fonte de proteína (carne, peixe, ovo, leguminosa ou uma alternativa láctea, como o queijo) e água (ou um sumo sem adição de açúcar). De modo geral, os mais pequenos gostam de novidade e cor, por isso, aproveite para ser criativo. Não faça marmitas repetitivas e monótonas. Também é aconselhável optar por produtos sazonais que acrescentem cor e textura à marmita. Os frutos gordos, tais como a amêndoa, noz, avelã, pinhão ou amendoim podem ser incluídos, mas naturais e sem adição de sal. Ocasionalmente, pode optar por sumos de fruta, bolachas, uma fatia de bolo caseiro, marmelada ou compotas sem adição de açúcar. Por outro lado, devem ser evitados os alimentos que contêm elevados teores de sal, açúcar ou gordura, pois, geralmente, não fornecem nutrientes essenciais. Ou seja, charcutaria, refrigerantes, bolos de pastelaria, chocolates, pão de leite, barras de cereais e sobremesas. Escolas voltam a receber alunos Educação Depois de dois meses a desfrutar do verão, o ano letivo de 2023/2024 está a começar. Até sexta-feira, todas as escolas do país vão abrir as suas portas para receber os alunos Entre o dia de ontem e a próxima sexta-feira, as escolas de todo o país vão voltar a receber os alunos para o ano letivo de 2023/2024. Assim, o primeiro período letivo decorre entre os dias 12 e 15 de setembro e 15 de dezembro; o segundo período entre o dia 3 de janeiro de 2024 e o dia 22 de março do mesmo ano; e o terceiro período, de 8 de abril de 2024 a 4 de junho (para os 9.º, 11.º e 12.º anos de escolariedade), ou a 14 de junho (para os alunos dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos), ou ainda 28 junho (para aqueles que frequentam a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico. Recorde-se que este ano letivo, os estabelecimentos de ensino decidiram se organizavam o calendário escolar em três períodos ou em dois semestres. Adicionalmente, as escolas tiveram a opção de substituir até dois dias de aulas regulares por outras atividades escolares formativas que envolvam não apenas os alunos, como também os pais e encarregados de educação. O despacho do Ministério da Educação refere ainda que existe a possibilidade de utilizar até dois dias de férias da Páscoa para criar um outro período de interrupção, adequado às necessidades pedagógicas da escola. Exames finais Começamos pelos exames finais do 9.º ano. Neste ano de escolaridade os exames são realizados para duas disciplinas: Português e Matemática e abrangem as matérias lecionadas no 3.º ciclo. De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Educação, para o 9.º ano, as datas dos exames são as seguintes: 12 de junho de 2024 (Matemática), 14 de junho (Português Língua Não-Materna), 17 de junho (Português e Português Língua Segunda), 17 de julho (2.ª fase de Matemática) e 19 de julho (Português, Português Língua Segunda e Português Língua Não-Materna). Relativamente ao 11.º ano, a avaliação de conhecimentos incide sobre as disciplinas bienais, ou seja, sobre as disciplinas que os alunos escolheram no 10.º e 11.º anos. A primeira fase destes exames vão decorrer entre os dias 14 e 28 de junho e a segunda decorre de 18 a 24 de julho de 2024. No final do ensino secundário, no 12.º colocam-se à prova os conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos: Português, Português língua materna e Português língua segunda (14 de junho), História A (19 de junho), Matemática A (26 de junho) e Desenho A (27 de junho). A segunda fase começa a 19 de julho e prolonga-se até ao dia 23: Português, Português língua não materna e Português língua segunda (19 de julho), Matemática A (22 de julho) e História A e Desenho A (23 de julho). Férias de verão de 2024 A data das férias de verão do próximo ano variam consoan - te os anos de escolaridade. Para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade começam a 5 de junho de 2024. Para os alunos dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos, a 15 de junho. Já para a educação pré-escolar e alunos dos 1.º, 2.º, 3.º e 4.º começam a 29 de junho de 2024. Este suplemento é parte integrante do Diário de Aveiro. Não pode ser vendido separadamente. No último ano, os professores reivindicavam, sobretudo, a recuperação do tempo de serviço congelado CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO DA UA COM CANDIDATURAS ABERTAS Aprendizagem automática e análise de dados Computação quântica Desenvolvimento de materiais micro e nano-estruturados em ambiente de sala limpa Gestão da qualidade na soldadura Industrial Intelligence Línguas e culturas para negócios Línguas e relações empresariais Marketing omnicanal e comércio eletrónicos Qualidade dos solos e sustentabilidade de sistemas agrícolas Recursos minerais para a indústria cerâmica Robótica e sistemas inteligentes Soldadura Tecnologia cerâmica Tecnologias óticas Transferência e valorização do conhecimento A mochila não pode pesar mais do que 500 gramas e não deve exceder mais do que 10 por cento do peso corporal